Indaiatuba

Candidatos avaliaram o dia das eleições

ELEIÇÃO 2016

O resultado das urnas este ano trouxeram algumas surpresas. De acordo com os próprios candidatos à prefeitura de Indaiatuba, começa a surgir um novo perfil de eleitor, mais politizado e consciente do que ocorre em sua cidade.

O domingo ensolarado favoreceu o pleito e, assim como os eleitores, os candidatos também foram às urnas em diferentes colégios eleitorais.

O primeiro a votar foi o novo prefeito, Nilson Alcides Gaspar (PMDB), que chegou por volta das 8h40 à Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec II). À Tribuna, ele disse que a expectativa era muito boa. "As pessoas estavam me cercando, querendo apertar a mão, desejando boa sorte e falando do futuro de Indaiatuba, acredito nesse sentimento", disse. "A gente sabia que seria uma disputa acirrada, mas para o entendimento da população, eu sou uma pessoa que ajudou a construir Indaiatuba", completou.

Rinaldo Wolf

Na sequência, por volta das 9h20, foi a vez do candidato do Partido dos Trabalhadores, Rinaldo Wolf, votar na Escola Estadual Dom José de Camargo Barros. A expectativa era de que ele tivesse boa votação. "Apesar de ser a primeira candidatura, e nós fomos os últimos candidatos a entrar nesse embate", comentou, e revelou que a esperança era de continuar, pelo menos, com duas cadeiras na câmara municipal, o que não ocorreu - nenhum vereador do PT foi eleito. "Eu espero que o próximo prefeito saiba administrar, administre com ética, respeite o orçamento e que respeite os funcionários públicos, porque é isso que a nossa cidade está precisando", acrescentou.

Bruno Ganem

Por volta das 10h30, Bruno Ganem (PV), segundo mais votado, esteve na Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec I), e revelou para a reportagem da Tribuna suas impressões da campanha eleitoral. "Foi uma campanha bastante propositiva, e conseguimos passar para a população nossas propostas e projetos", avaliou.

Ele disse também que, apesar dos rumores e comentários adversos, principalmente nas redes sociais, conseguiram conduzir o trabalho com leveza. "Mesmo com intercorrências no caminho, a energia das ruas foi muito positiva, e a todo momento a campanha seguiu leve; o contato com a população foi muito bom", continuou Ganem.

Para ele, a participação popular nas redes sociais ajuda bastante. "Trata-se de um organismo vivo e incontrolável. Quanto aos excessos, sabemos que existem excessos, porém, eles são moderados pela própria rede", garantiu.

Gervasio Silva

O também candidato a prefeito, Gervasio Aparecido da Silva (PTB), afirmou ter concluído um bom trabalho de divulgação da campanha. "Mesmo com as dificuldades que passamos e a enorme discrepância financeira entre as campanhas, conseguimos fazer um trabalho diferente, mais tête-à-tête com os eleitores", declarou.

Em sua ótica, o perfil do eleitor brasileiro já começa a mudar. "Isso é muito bom para a democracia, pois o eleitor consciente pesquisa sobre seus candidatos e acompanha as ações dos eleitos. Uma coisa que me deixou muito triste foi ouvir algumas pessoas falarem que foram às urnas apenas por obrigação cívica; o voto é um direito adquirido à custa de muito sofrimento - teve gente que morreu por esta conquista", lembrou Gervasio.

Emanoel Messias

Esta foi a sétima vez em que Emanoel Messias (PMN) concorreu ao pleito e, apesar de ter conseguido apenas 381 votos, ele destaca o crescimento político de seu grupo no município. "Apesar de sermos uma equipe pequena, crescemos muito na cidade", avaliou.

Sobre o saldo das eleições, ele comentou que as campanhas foram positivas, porém, muitos ainda confundem o pleito com uma "corrida de cavalos". "Tem gente que vota naquele que está à frente nas pesquisas, e não exatamente por concordar ou aprovar as propostas", opinou.

Ele agradeceu a todos os eleitores do município e reforçou que valoriza a sinceridade. "Achei bonito algumas pessoas me dizerem que não votariam em mim, pois tinham compromisso assumido com outro candidato. Gosto dessa espontaneidade e sinceridade", concluiu.


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