Indaiatuba

Vigilantes alegam que não recebem desde agosto

PAGAMENTO

A empresa ESC Fonsecass Eireli, prestadora do serviço de segurança e vigilância patrimonial dos prédios públicos no município, continua descumprindo termos do contrato de trabalho junto aos funcionários. Atrasos de salários e o não pagamento de benefícios preocupam trabalhadores, e alguns deles afirmam estar há mais de um mês sem receber.

Edimilson Peres é um deles. Ele trabalha para a Fonsecass há nove meses, alocado na escola do Parque Campo Bonito, e garante que desde o quinto dia útil do mês passado até agora, recebeu somente o vale-refeição (em torno de R$ 300). "Só no dia 19 de setembro eles pagaram 40 dos 52 vigilantes que trabalham na cidade; daí, no dia 23, mais alguns colegas receberam, porém, para mim e outros três ainda não foram feitos os depósitos", alerta. "Só o VR eles pagaram semana passada, sendo que era para cair junto com o salário, no quinto dia útil de setembro", recorda.

De acordo com Edimilson, o salário do mês passado era para ter sido depositado no dia 8. "Liguei para a empresa e ela prometeu que faria o restante dos depósitos até a última sexta-feira, mas isso não aconteceu", lamenta. "Meu telefone fixo já foi cortado por falta de pagamento, e daqui a pouco vão cortar água e luz, pois não tenho dinheiro para pagar", ressalta.

Antônio Silva, colega de Edimilson que também atua no Campo Bonito, está em uma situação mais complicada, pois reside em Salto e está devendo os R$ 625 do aluguel do imóvel. "Há uns quatro meses, eles mudaram a conta no banco, mas, fui até lá e não consegui acessar; primeiro, disseram que a conta foi cancelada, e ontem, que estava normal; mesmo assim, não tinha caído o pagamento lá ainda", relata.

Quebra de contrato

Edimilson se afastou das funções, desde a última sexta-feira, e hoje deve entrar com uma rescisão indireta de contrato. "Já são 33 dias sem receber; então, vou no advogado e ele vai entrar com rescisão por quebra de contrato, devido ao não pagamento de salário nem dos benefícios, já que o convênio médico é descontado no holerite, mas não podemos marcar consulta, porque desde junho a empresa não repassa o dinheiro para o convênio", acusa Edimilson.

Além do desgaste e preocupação pela falta do dinheiro para o sustento da família, Edimilson está apreensivo, pois já venceu o prazo de dois anos do treinamento que também deveria ser providenciado pela empresa. O custo do treinamento gira em torno de R$ 500, caso o vigilante opte por fazer por conta própria. "Se não recebemos nem para as contas básicas, pagar pelo treinamento é impossível", aponta Edimilson.


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