Indaiatuba

Vizinhos dos cemitérios da Candelária reclamam da aparição de escorpiões

Os moradores do entorno do Cemitério da Candelária, na região central do município, estão preocupados com a incidência de escorpiões nas residências. Em alguns locais, eles surgem dos ralos sempre que há chuva forte.

Este é o caso de Dulce Soster, que mora no bairro há bastante tempo. "Com a chuva da última segunda-feira, eu vi um subindo pelo ralo; esta foi a quarta vez que isso aconteceu", relata. Outra vizinha que prefere não se identificar, também conta que, muitas vezes é possível flagrar os animais entrando no quintal.

De acordo com Dulce, os escorpiões vêm do cemitério. "Procurei a Prefeitura para pedir providências e eles me disseram que, no período de chuva e calor, a quantidade aumenta. Fico preocupada, pois meu neto de três anos está sempre por aqui, e minha mãe, já bastante idosa, mora comigo", comenta a moradora.

Sérgio Gaziola, proprietário da oficina mecânica que fica em frente ao muro do cemitério, revela que perdeu a conta de quantas vezes ele e os funcionários flagraram o bichinho peçonhento no local. "Com o piso claro, é mais fácil de a gente ver; eles atravessam a rua e passam por debaixo da porta da oficina,atrás de alimento. Acabou a comida ali, eles saem para outros lugares para encontrar", ilustra.

A funcionária da mecânica, Ângela dos Santos Souza, trabalha ali há seis anos e se lembra da ocasião em que eles encontraram um escorpião adulto com sete filhotes nas costas. "Isso foi em maio deste ano, quando mandaram dedetizar. Logo depois apareceu esse escorpião de cerca de 5 ou 6 centímetros, com os filhotinhos", enfatiza.

Gaziola confirma e garante que, logo depois da dedetização na oficina, a coisa piorou. "Depois que chamamos a empresa para dedetizar, parece que infestou mais ainda. Medidas como esta são eficientes apenas na hora, porque depois de uma semana, principalmente se chover, perde o efeito", observa o empresário.

Proteção

O dono da oficina diz ainda que já acionou a Vigilância Sanitária mais de uma vez. "A Prefeitura simplesmente pede para que tenhamos cuidado, pois não é fácil eliminar os escorpiões. Dizem para a gente vedar as frestas e tentar se proteger, já que o tipo mais comum é o pequeno, marronzinho, que também é o mais perigoso", reforça Gaziola.

Ele acredita que a iniciativa de limpeza deveria ser do poder público. "Eles tinham de fazer uma manutenção mais efetiva; há muitos túmulos e jazigos bem antigos ali, o que representa um criadouro. Estou aqui há 27 anos e sempre é a mesma coisa. Inclusive, tem uma casa na Rua Pedro Gonçalves, quase esquina com a Rua Humaitá, que nunca fica alugada por muito tempo. A dona alugou para um salão de beleza, mas elas foram embora por causa dos escorpiões", conclui.


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