Indaiatuba

Inquérito foi aberto no Ministério Público em janeiro

O presidente do Conselho de Proteção revela que há cerca de um ano eles entraram com uma ação no Ministério Público (MP) da cidade para salvar os 18 cachorros que havia na casa da Rua Padre Bento Pacheco. "Precisou chegar ao caos para que as protetoras pudessem, só agora, ir até lá e invadir para resgatar os bichos", critica.

Ele lembra que a Constituição permite que uma pessoa intervenha caso presencie ato de violência contra pessoas e animais. "A gente corre o risco de levar um tiro, mas a lei não impede de se entrar em imóvel alheio nestes casos. A verdade é que a Justiça brasileira possui oftalmologista particular: enxerga o que ela quer; isso já era para ter sido resolvido há muito tempo, já que o processo foi aberto em janeiro deste ano", afirma Beggo.

Membro do Compda, Elaine Katayama também acompanhou o caso e reforça os depoimentos dos colegas. "O pessoal do MP alega ter vindo várias vezes à chácara, mas como nunca encontravam ninguém ali, iam embora", recorda.

Conforme o processo aberto pelo Compda, junto ao MP no dia 22 de janeiro de 2016, alguns de seus membros, juntamente com os funcionários da Vigilância Sanitária e um responsável pelo alvará da Prefeitura estiveram na residência, após as denúncias de negligência e maus-tratos.

Andreia, Beggo, Elaine, além de Ricardo Leone Mantovani, da Associação Protetora dos Animais de Indaiatuba (Aprai), assinaram o processo.

A primeira denúncia sobre este caso foi feita à Aprai, em julho de 2015. Andreia acrescenta que, ainda no dia 15 de outubro fez o boletim de ocorrência. "Na última segunda-feira, a Nazareth Silva (presidente da Aprai) foi comigo à delegacia para pedir o Auto de Depósito, a fim de garantir a posse temporária desses animais", destaca.

Nem o Compda ou os protetores independentes conhecem o paradeiro do casal, e pedem mais agilidade da Justiça.


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