Indaiatuba

Preços do mamão e batata estão em queda

FEIRA

Vários itens de hortifrúti tiveram os preços reduzidos, conforme aponta o 10º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em 2016. O levantamento foi divulgado na semana passada, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O mamão papaya, que teve alta em agosto, teve redução no preço em oito das nove centrais de abastecimento pesquisadas pela Conab. Em supermercados e mercearias de Indaiatuba, a fruta está sendo comercializada, em média, a R$ 2,70 o quilo (kg).

"Há uns dois meses, o papaya era vendido a R$ 5,99/kg e agora baixou cerca de 50%", revela o encarregado de hortifrúti Bruno Henrique Cruzado de um estabelecimento na Vila Brizola.

Outro mercado, na Vila Costa e Silva, está comercializando o mamão a R$ 1,78 a unidade. "Baixou bem o preço, porque antes vendíamos a R$ 3,98 a peça", fala o gerente Valdinei Cabral.

Segundo a Conab, a cotação da fruta subiu apenas no Distrito Federal, em 2,31%; porém, em outros estados o recuo chegou a dois dígitos. A tendência de baixa é devido à maior oferta de mamão papaya por causa da queda nas exportações.

Em relação às hortaliças, a batata e a cenoura ficaram mais baratas. "São itens influenciados pelo clima; a batata, por exemplo, tem o preço disparado se chover muito. Agora, a média de preço gira em torno de R$ 3/kg", pontua Bruno. "A batata já esteve bem mais cara há pouco tempo, assim como a cenoura, que hoje está a R$ 1,99/kg", completa.

Preço de banana

A pesquisa da Conab também apontou que a banana teve redução nos preços em sete Ceasas, com queda maior em Recife (PE) e em Curitiba (PR). Entretanto, no comércio local o preço da fruta não está nada doce.

"Este ano percebemos um aumento médio da banana em torno de 50%. Antes, o preço do quilo não chegava a R$ 2 e, agora, está por R$ 4,99/kg", observa Bruno. O gerente Cabral confirma as informações,e acrescenta que, muitas vezes, é possível conseguir preço melhor na Ceasa. "Acredito que, para os próximos dias, já tenha redução nos preços", opina.

Para os consumidores, entretanto, tem sido uma verdadeira arte de acrobacia conseguir equilibrar o orçamento com as necessidades alimentares. "Acho que tudo está muito caro", declara Augusto Domingues. "A banana, com este preço, não vai dar pra levar. Vou procurar outras frutas em promoção", considera.

Variações

O levantamento mostra ainda que a laranja teve alta, principalmente por causa da demanda aquecida em outras regiões do Brasil. A melancia teve acréscimos que variaram entre 0,44% (Paraná) a 27,59% (Minas Gerais). A maçã, por outro lado, teve queda nos preços devido ao seu baixo consumo nesta época do ano. O aumento mais significativo foi de 7,3%, no Rio de Janeiro.

Alface e cebola não tiveram movimentos uniformes nos mercados observados; e o comportamento de preço do tomate pode ser considerado de alta, com reajuste que chegou a 37,54%, em Pernambuco. O contrário, porém, ocorreu em Campinas e na Capital, onde houve quedas nos preços da fruta de 13,2% e 2,05% respectivamente.

O consumidor Vanderlei Aguiar garante que não se preocupa com valores, e sempre compra o que necessita. "Venho ao mercado todos os dias e levo tudo que eu preciso; nunca me prendi a preços - se tem o que procuro, eu compro. Para mim, a qualidade dos itens é mais importante", explica.


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