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Apesar de duas altas, custo da cesta básica desacelera

O custo da cesta básica baixou em 14 das 27 capitais do Brasil. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores baixas foram nas regiões Norte/Nordeste, porém, já se pode perceber os efeitos positivos também em São Paulo.

Contudo, em agosto, 18 capitais tiveram altas nos preços da cesta básica, com variáveis de 2,90% a 3,16%. Em julho, o resultado foi ainda pior em 22 municípios, com aumento de até 8,02%.

"Os grandes vilões da alta no valor das cestas, em 2016, foram feijão, manteiga e leite", acrescenta Valéria Birello, diretora de uma empresa especializada no setor. "Em julho, o feijão chegou a bater 42,5% de aumento no Rio de Janeiro", lembra.

Enquanto o Dieese mantém uma cesta fixa de produtos para avaliação, na prática os consumidores encontram maneiras de driblar as altas. "No caso do feijão, por exemplo, passou-se a consumir mais as variedades preta e fradinho, que não subiram tanto", justifica Valéria.

"Com a queda no preço do feijão - que custa em média R$ 6 - o custo final da cesta básica também caiu. Antes, vendíamos a R$ 120 e agora está aproximadamente R$ 110", revela Rodrigo Donizete Assalin, gerente de um supermercado na Vila Brizola. "O valor pode ser ajustado de acordo com as marcas e quantidades dos produtos. Dependendo da necessidade do cliente, nós substituímos os produtos para equilibrar o preço", argumenta.

O gerente Valdinei garante que consegue preços ainda menores. "Temos cestas padrão, com 25 itens, ao custo de R$ 80 a R$ 82. Antes, não conseguíamos vender abaixo de R$ 95. Certamente, a redução nos preços do feijão, do óleo e do leite influenciaram a queda", finaliza.


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