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Varejo deve contratar menos para o Natal

CONTRATAÇÃO

Com a proximidade do Natal, o varejo inicia a temporada de seleção, admissão e treinamento de pessoal temporário. Nessa época do ano, todos os setores do comércio buscam reforço para atender à demanda.

A Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) divulgou dados econômicos da Região Metropolitana de Campinas (RMC), e mostra que, este ano, a concentração de temporários para o Natal será de aproximadamente 13,2 mil contratações - 1,21% menos do que em 2015, quando foram contratadas 13,4 mil pessoas.

O estudo também identifica os temporários admitidos por setor na RMC, sendo 3,9 mil para o comércio central; 6,8 mil para shoppings; e 2,6 mil para os supermercados. Em nível nacional, a pesquisa da Acic aponta que haverá 101 mil contratações temporárias; o total representa 3% menos do que no mesmo período do ano passado, quando houve 104 mil.

"A situação instável que ainda se encontra a economia, indica que os processos produtivos e comerciais, não serão alterados até o final do ano. Teremos ainda, mais postos de trabalhos eliminados no Comércio, Indústrias e Serviços", considera Laerte Martins, economista da Acic.

Um estudo nacional também foi realizado pela Federação Nacional e pelo Sindicado das Empresas de Terceirização e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Fenaserhtt e Sindesprestem), o qual mostra resultados similares aos da associação campineira. De acordo com a pesquisa, haverá trabalho temporário para 101 mil brasileiros, e há previsão de cinco mil efetivações.

O levantamento indica que a indústria deverá contratar 56,6 mil trabalhadores (56%); já o setor de serviços, 10,1 mil (10%); e o comércio, 34,3 mil (34%). Os temporários contratados em situação de primeiro emprego podem chegar a 20,2 mil.

Este é o período ideal para os temporários, garante Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindesprestem. "Novembro deverá concentrar a maior incidência de contratações, principalmente nos segmentos de eletrônicos, vestuário e acessórios. E mesmo com a oscilação negativa de contratações, os salários podem apresentar uma variação positiva de 9,5% para o comércio e de 7,5% para a indústria", acrescenta.

O período dos contratos temporários deve oscilar entre 61 e 90 dias, e a remuneração deve ficar entre R$ 1.100,00 e R$ 1.452,00. "Os principais benefícios são vale-refeição, vale-alimentação e seguro de vida", esclarece o presidente.

Otimismo

Por outro lado, o varejo paulista deve aumentar em pouco mais de 30% esse tipo de contratação e irá absorver 20 mil trabalhadores temporários, conforme avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo a entidade, a contratação dos temporários deve superar a criação de 15 mil vagas no mesmo período de 2015, e atingir até 20 mil empregos até dezembro.

As maiores oportunidades (50%) estarão concentradas nos setores de calçados, vestuário e tecidos; o restante (25%) se divide entre eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e decoração, e perfumaria.

Desde agosto, o comércio varejista do Estado de São Paulo gerou novos empregos, o que pode ser um esboço da recuperação do mercado de trabalho varejista paulista. Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada mensalmente pela FecomercioSP.

Para a Federação, a abertura de postos de trabalho pelo comércio varejista em agosto é uma tendência histórica, motivada pelo baixo número de desligamentos, já que o mês antecede a data-base da negociação coletiva do setor.

Vanessa Gouveia, coordenadora da Brinquedolândia do Centro, revela que a loja deve contratar até dez funcionários temporários. "A seleção e a contratação serão feitas em novembro", complementa. Atualmente, a unidade conta com nove vendedores.

Por outro lado, a empresária Daniela Tomitake, da Gran Tropical Center, afirma que ainda avalia a possibilidade de aumentar o quadro de vendedores. Ainda não definimos se faremos novas contratações; caso haja, serão em torno de três vagas para vendedores", comenta. A loja conta, ao todo, com 25 funcionários.

Os dados do segundo semestre demonstram que esse será o período de retomada da economia, após um longo período de crise. O setor terciário foi o último a entrar na crise e deverá ser o primeiro a sair dela. A Federação lembra que comércio e serviços absorveram a mão de obra que deixou a indústria até 2014, e devem ser os grandes empregadores a partir do final do ciclo deste momento econômico.


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