Indaiatuba

Morre Tuco Maciel, idealizador do Projeto Biodiesel Urbano

FALECIMENTO

Professor assistente doutor da Universidade de Campinas (Unicamp), pesquisador em novas tecnologias para a produção de biodiesel, autor de livros e artigos são algumas das qualidades do indaiatubano Antônio José da Silva Maciel, que faleceu nesta segunda-feira aos 62 anos.

Tuco, como era conhecido, trabalhava na Unicamp desde 1984, instituição na qual se graduou em Engenharia Agrícola, em 1979, e onde também fez o mestrado, em 1989. Também realizou o doutorado em Energia na Agricultura pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993). Atualmente, estava no cargo de professor assistente doutor, com ênfase em Biodiesel, discutindo novas tecnologias para a produção de biodiesel, agricultura familiar, agricultura de precisão, avaliação de máquinas agrícolas e mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL).

Ao longo da carreira, Tuco produziu 29 artigos, apresentou 78 trabalhos em eventos, era autor de livros e capítulos de livros. Orientou sete mestrados, seis doutorados e 39 trabalhos de iniciação científica.

Em Indaiatuba, no começo de carreira, Tuco tinha uma escola chamada Colégio Madureza. Além disso, também lecionou no colégio Anglo e ensinou matemática para os alunos do colégio Objetivo.

Um dos grandes legados que ele deixa para Indaiatuba é o Projeto Biodiesel Urbano, que teve início em 2006, com uma parceria da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri) da Unicamp. Este programa Novo Biodiesel Urbano busca aproveitar o óleo de fritura utilizados e que normalmente são descartados em pias de cozinhas e ralos e transformá-lo em biodiesel. Atualmente, Indaiatuba é a única cidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC) a produzir biodiesel.

Além disso, Tuco foi vereador na gestão de Clain Ferrari.

De acordo com relatos de familiares, o professor fazia hemodiálise há um certo tempo por conta de falência renal, devido a diabetes e pressão alta. Em junho deste ano, Tuco foi chamado para um transplante renal na Unicamp. "Ele foi muito feliz fazer o transplante, pois está era uma maneira de livrá-lo da hemodiálise", conta sua filha, Karen Wolf Maciel.

No entanto, por conta do transplante e para que não ocorresse rejeição do órgão por parte do organismo, alguns medicamentos que foram utilizados fizeram com que a imunidade dele baixasse, deixando-o propenso a infecções.

A filha conta que Maciel deu entrada no hospital com uma leve pneumonia e que seria facilmente tratada, no entanto, ocorreu uma rápida evolução da doença e acabou tendo infecção generalizada.

A missa de sétimo dia será amanhã, às 18h30, na Igreja Nossa Senhora da Candelária.


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