Indaiatuba

Demora na CPI do Transporte Coletivo é criticada por oposição

CPI

Protocolada e aprovada em junho deste ano, pouco antes do recesso parlamentar, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) solicitada pelo vereador Gervasio Aparecido da Silva (PTB) para investigar o contrato de concessão do transporte coletivo em Indaiatuba ainda não começou os trabalhos.

Os vereadores da oposição comentaram a demora durante a Palavra Livre da 32ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, na última segunda, dia 7.

“Será que terei que pedir pelo amor de Deus para participarem da CPI? Principalmente os vereadores reeleitos, vão fugir por quê?”, questionou Gervasio. “Após a aprovação, os líderes teriam que, regimentalmente, indicar os integrantes da CPI, e o presidente deveria fazer a nomeação. Tivemos duas sessões antes do recesso, conversamos e resolvemos esperar para dar início aos trabalhos”.

“Logo na primeira reunião, os vereadores Tulio José Tomass do Couto (PMDB) e Antonio Sposito Júnior, o Toco da Croissant (DEM), abandonaram a CPI e seus partidos não indicaram novos integrantes”, lembra Gervasio. “Vejo isso como uma maneira de travar o processo”. O vereador afirmou ainda estar acompanhando os detalhes da compra da Viação Indaiatubana pelo grupo VB Transportes. “Eu poderia retirar o Requerimento que cria a CPI, se os novos ônibus prometidos chegassem. Mas esses que começaram a rodar por aí são muito ruins”, aponta.

Desinteresse

Para Gervasio, não existe interesse em debater o assunto. “Qual o compromisso com a população? Creio que, se iniciarmos a CPI de imediato, em um mês conseguimos fazer algo”, ressalta. “No mínimo um relatório e, se preciso for, o encaminhamos ao Ministério Público”, prossegue. “Até para que os vereadores reeleitos possam dar uma resposta à população”.

Gervasio lembra também que o foco da CPI sempre foi o contrato de concessão. “Nosso objetivo é fazer valer o contrato, que precisa de mudanças”, aponta.

Defesa

O presidente da Câmara, Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB), comenta o imbróglio. “Nomeei os integrantes, mas alguns entenderam que, da maneira que a CPI está hoje, é errada”, conta. “Além disso, três vereadores assinaram. O restante não é obrigado a participar”.

Cebolinha lembra que o adiamento no início dos trabalhos para depois do recesso partiu do vereador Bruno Ganem (PV) e foi aceito por Gervasio. “Vou conversar com os líderes, mas esta CPI me parece fora do ponto. Neste momento, a população quer os problemas resolvidos e cabe à Câmara averiguar o trabalho que vem sendo desenvolvido na cidade”, enfatiza.


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