Indaiatuba

Revisão de contrato com a empresa é pedida

Durante a sessão, Bruno comentou o atraso na CPI. “O que discutimos não é quem vai participar da CPI, mas o caos do transporte coletivo. A Câmara não pode ficar ausente deste debate”, afirmou. “Tenho o costume de ir às ruas e sabemos da revolta da população. Quando o transporte coletivo de uma cidade não funciona, temos uma série de consequências”.
O vereador Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho (PT), voltou no tempo para comentar os problemas do transporte coletivo. “O Regimento Interno é claro e a nomeação de uma CPI deve ser imediata. Mas desde 1996, a Prefeitura é culpada pelos problemas no transporte coletivo. Na ocasião, apresentei substitutivo para que duas empresas oferecessem o serviço. A bancada do prefeito da época passou um trator na proposta”, contou.
“Por isso, todos os prefeitos, de 1996 para cá, são os grandes responsáveis, porque se dispensou o controle da empresa. Quem foi o responsável pela fiscalização até 2010? Dificilmente, encontrarão um nome”, apontou Linho. “A partir de 2011, dois funcionários comissionados começaram a tentar entender como funciona”.
Linho também criticou o contrato de concessão. “Nenhuma empresa vai conseguir cumprir todas as cláusulas deste contrato. É importante que empresa, Prefeitura e a sociedade sentem e busquem uma solução”, ressaltou. “Cadê o Conselho Municipal de Transporte? A sociedade tem sua parcela de culpa, pois é fácil fazer críticas, mas quando se abre a oportunidade para participar do Conselho, muitos preferem ficar na frente do computador”, criticou.
O vereador afirmou ainda que é preciso rever o contrato, com urgência. “A chegada dos 20 novos ônibus é positiva. Mas a empresa tem apenas cinco anos de contrato, como vai reaver seu investimento?”, questionou. “Mas estes novos ônibus não alteram a situação. Para se cumprir o contrato, todos os 60 ônibus da frota deveriam ser trocados em 2017”, exemplificou. “É preciso dialogar”.


Fonte:


Notícias relevantes: