Indaiatuba

Primeira cirurgia cardíaca da cidadeé realizada no Hospital Santa Ignês

HOSPITAL

A primeira cirurgia cardíaca realizada em Indaiatuba aconteceu na quarta-feira passada, dia 16, no Hospital Santa Ignês. O procedimento foi promovido pelo doutor Cledicyon Eloy da Costa e o paciente que passou pelo procedimento foi um homem de 55 anos, residente de Indaiatuba.

Em uma coletiva de imprensa realizada ontem, o diretor do Santa Ignês, Ricardo de Caprio, contou que a cirurgia durou 4h30 e que o paciente teve alta ontem.

"A cirurgia realizada no paciente chama revascularização do miocárdio e foi feita pelo Doutor Eloy com sua equipe, que já estão na área de cirurgia cardíaca há 25 anos, e é o pessoal do doutor José Pedro da Silva, que era o chefe do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos hospitais que mais faz cirurgia cardíaca na América Latina", conta Caprio. "O paciente veio ao hospital com dor no peito e foi feito um cateterismo cardíaco, pelo qual detectamos a lesão, sendo necessário submetê-lo ao procedimento cirúrgico", justifica. "Foi feito a cateterismo no dia 11 de novembro e ele foi operado no dia 16, isso porque para operar um paciente tem uma série de procedimentos que necessita ser realizada, como ver a coagulação do sangue, a pressão arterial, preparar muito bem o pulmão através de fisioterapia. É um tipo de cirurgia que exige um preparo para que o resultado após o procedimento cirúrgico seja bom".

Caprio lembra que o Hospital Samaritano de Campinas realiza a cirurgia cardíaca há 15 anos. "São realizadas de 35 a 40 cirurgias por mês no hospital de Campinas, com índice de mortalidade de 1,2%. O índice de mortalidade do país é ao redor de 3%, então temos um padrão de excelência no nível de procedimentos cardiológicos", afirma. "No Hospital Santa Ignês, implantamos o serviço de cateterismo há três anos, são cerca de 75 a 80 exames de cateterismo ao mês. Esse serviço vem evoluindo com a realização de angioplastias coronárias e agora chegou o momento de iniciarmos a cirurgia cardíaca. Os pacientes que precisavam da cirurgia estavam sendo transferidos à Campinas", acrescenta o médico, revelando que Indaiatuba tem em torno de oito a dez pacientes cirúrgicos por mês.

Preparação

A preparação para realizar a cirurgia cardíaca na cidade já vem ocorrendo de dois a três anos. "A primeira etapa foi instalar a máquina de cateterismo, que é uma máquina de hemodinâmica, de ultima geração. Depois, já tínhamos terapia intensiva e instalamos outra unidade de terapia intensiva com mais 15 leitos, que começou a funcionar há dois meses. O hospital também montou uma unidade de tórax, ou seja, temos aqui no hospital os aparelhos de esteira, eletrocardiograma, ecocardiograma, tudo isso faz com que o médico consiga ter o diagnóstico correto e depois começar a operar", explica.

Por fim, ele ressalta que a cirurgia cardíaca é o ápice. "Quando o hospital está capacitado para fazer cirurgia cardíaca normalmente ele está apto para fazer todos os outros procedimentos na área médica".

 


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