Indaiatuba

Método contra dengue será apresentado

O público que comparecer ao Mexa-se poderá conferir também em primeira mão o protótipo de um equipamento inovador concebido pelo Programa de Controle da Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde, e desenvolvido pelos alunos da Fiec.

Trata-se de um aparelho que poderá ser usado pelos agentes para a captura por aspiração do mosquito Aedes aegypti, como mais uma alternativa ou auxílio das atividades preconizadas pelo Ministério da Saúde e do Estado de São Paulo.

"Este projeto do aspirador surgiu de um sonho de um equipamento para captura de mosquitos adultos que tivesse autonomia de bateria e com o qual conseguíssemos realizar a atividade dentro dos imóveis, onde o mosquito fica na maior parte de seu tempo" explica o assessor do Programa de Controle da Dengue, Ulisses Benardinetti. "Os aspiradores de mosquitos podem ser uma ferramenta auxiliar no monitoramento do Aedes aegypti, conforme o estudo da bióloga e supervisora de vigilância entomológica do Centro de Vigilância Ambiental do Recife, Vânia Nunes. Considerando este estudo como bem-sucedido em monitoramento da espécie em determinadas áreas, com um equipamento de baixa potência de sucção, somente para análise de infestação, surgiu a expectativa do desenvolvimento de um equipamento mais apropriado e com uma potência maior, com poder de aspirar e soprar para desalojar os mosquitos que ficam escondidos atrás de móveis, objetos e lugares escuros, sendo uma ferramenta alternativa para diminuição da infestação em regiões com transmissão viral e atividades de bloqueio em casos suspeitos da dengue, zika vírus e chikungunya, no peri e intradomícilio", aponta.

O assessor explica ainda as diversas vantagens deste tipo de equipamento. "Podemos citar a diminuição de custos, o uso de bateria recarregável sem combustível e emissão de poluentes, além de ser 100% sem utilização de inseticidas, sem toxidade ambiental e humana, sem risco do mosquito adquirir resistência química, com possibilidade de uso em ambientes especiais com concentração de pessoas como prédios educacionais, asilos, hospitalares e unidades de saúde sem que as pessoas precisem sair do ambiente", diz Bernardinetti. "Não há a necessidade de higienização de equipamento e roupa impregnados de produto químico, permite a remoção dos mosquitos fêmeas grávidas prontos para posturas dos ovos, análise de espécies, análise de mosquitos infectados e também o isolamento viral e avaliação entomológica de infestação no município aleatoriamente", completa.

O projeto, que na Fiec conta com a supervisão dos professores Sergio Lopes, Antônio Minioli e Lucas Konish, e a participação de alunos de várias disciplinas, está em fase final e em breve a máquina estará disponível para testes em campo.


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