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Corretores esperam que medida possa aquecer as vendas

Enquanto as operações dentro das regras do SFH contam com juros limitados a 12% ao ano, os imóveis com valores acima do teto se enquadram nas regras do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas de juros de livre negociação entre clientes e bancos, que geralmente são mais altas.

O corretor Murilo Silva acredita que o aumento do limite pode aquecer as vendas, já que as pessoas não contam com capital disponível e normalmente financiam os imóveis. "O mercado está atrelado ao crédito disponível, e qualquer medida que facilite a concessão desse aporte é bem-vinda", opina. "E é justamente a carência de crédito que gerou o grande número de locações hoje", completa.

"Apesar das consultas terem aumentado nos últimos dois meses, o mercado ainda está lento na cidade", diz o corretor Amilton Higuti. "Vejo melhores perspectivas mais para o primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o que dificulta muito o fechamento de negócios são as permutas: os proprietários não conseguem vender e tentam trocar. Este tipo de negócio é mais aceito por construtoras", destaca.

Amortizações

A nova medida também assegura que o saldo devedor caia o tempo todo e proíbe financiamentos com amortizações negativas, quando, no início dos financiamentos, o cliente vê o saldo devedor subir e só começa a amortizar a dívida mais tarde. Essa regra começa a valer em 2017, e as operações aprovadas até o dia 31 de janeiro poderão ser finalizadas até 31 de março de 2017, sem a obrigatoriedade de amortização nas parcelas.

Simplificando, a amortização do saldo devedor passa a ser feita mensalmente - e não apenas o pagamento de juros, o que pode aumentar o valor das parcelas, dependendo do contrato.

O BC destacou ainda que a mudança é condição suplementar para a contratação desses financiamentos, e que o sistema conhecido como price deverá incorporar a atualização de juros e da Taxa Referencial (TR) nas parcelas.


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