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Mudança na aposentadoria gera discussão

REFORMA

No início da semana, o governo federal encaminhou ao Congresso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de reforma da Previdência Social. A mudança estipula a idade mínima de 65 anos para aposentadoria.

O projeto foi apresentado em reunião no Palácio do Planalto, onde o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falaram em detalhes sobre a proposta a Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e a Renan Calheiros (PMDB-AL), do Senado.

Os militares ficarão de fora da reforma e terão um projeto separado para eles. As alterações nas regras da aposentadoria propostas pelo governo indicam a tentativa de manter as contas públicas em equilíbrio, já que existe um déficit no sistema previdenciário brasileiro.

Prós e contras

O governo salientou que a média de idade de 58 anos para a aposentadoria no Brasil é uma das menores do mundo. "O primeiro regime previdenciário brasileiro, de 1934, no governo Vargas, tinha a idade mínima de 65 anos", lembrou Padilha.

Para o professor universitário Agnelo Fedel, a medida é arbitrária e irá prejudicar os trabalhadores rurais e os mais pobres. "Mesmo com as justificativas apresentadas, deveria ter havido uma consulta popular. A maior parte das pessoas desconhece esta reforma, e só os que têm acesso às redes sociais e os mais informados estão discutindo", opina.

O estudante Leonardo Ribeiro opina que o governo se esquece dos trabalhadores braçais. "A mudança pode funcionar para quem trabalha em atividades mais leves; mas, para quem começou no serviço pesado na adolescência, em locais de baixo índice de desenvolvimento, vai morrer trabalhando, já que a expectativa de vida dessas pessoas é de pouco mais de 65 anos", acredita.


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