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Regras de transição são destinadas para quem está acima dos 45 anos

Caso aprovadas, as novas regras da previdência vai passar a valer integralmente para os trabalhadores mais jovens.

Em paralelo, haverá regras de transição para que a mudança para a nova situação seja mais 'tranquila'. Elas são destinadas aos homens acima dos 50 anos e às mulheres acima dos 45 anos. Aplica-se acréscimo de 50% sobre o tempo de contribuição faltante com base na regra antiga.

De acordo com o sistema atual, os trabalhadores urbanos necessitam fazer uma pontuação mínima para se aposentar com 100% do benefício. O cálculo é feito somando-se a idade da pessoa mais o tempo de contribuição, que deve resultar em 95 para os homens e 85 para as mulheres.

O presidente Temer também tranquilizou os que já recebem a aposentadoria ou completam os requisitos para entrar com o pedido, assegurando que os "direitos adquiridos são inatacáveis".

Ivone Maria é cabeleireira, mas conseguiu a aposentadoria em junho deste ano, depois de trabalhar por 15 anos na indústria. "Eu demorei seis meses para conseguir, mas graças a Deus deu certo. Fico feliz de ter conseguido antes da reforma, porque eu não entendo muito bem o que vai mudar; parece que agora a coisa vai piorar para os mais velhos", comenta.

As informações sobre as mudanças propostas nas aposentadorias são explicadas detalhadamente no site da Previdência Social: www.previdencia.gov.br/reforma-da-previdencia.

No vermelho

Em 2016, o rombo no sistema previdenciário no Brasil atinge R$ 200 bilhões (equivalente a 3,2% do PIB). Para o ano que vem, a expectativa é a de que haja um aumento de R$ 30 bilhões (16%) no déficit. Essa conta via de regra é paga por toda a sociedade, por meio dos impostos.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também fecha o ano no vermelho, com déficit estimado em R$ 151,9 bilhões (2,4% do PIB); em 2017, o rombo aumenta, devendo chegar a R$ 181,2 bilhões (2,66% do PIB).


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