Indaiatuba

Aumenta a confiança dos consumidores em dezembro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Indaiatuba está mais otimista. A informação é do SindiVarejista, em parceria com a FecomercioSP, e aponta ainda que as pessoas demonstram melhor expectativas do poder de compra em 2017.

Entre outubro e dezembro deste ano, o ICC teve alta de 14,2 pontos, passando de 105,5 para 119,7. Segundo a pesquisa, os dados indicam que os consumidores acreditam que as condições de compra irão melhorar no ano que vem, apesar de ainda sentirem certa insegurança com o momento atual, com desemprego em alta e rendimentos em queda.

Para as entidades, o estudo, que revela o humor dos consumidores, ajuda os lojistas a programarem estoques, já que as informações sinalizam como deverá ser o comportamento dos clientes a curto e médio prazo.

O indicador varia entre 0 e 200 pontos, sendo que abaixo de 100 significa pessimismo e, acima, otimismo. O ICC é composto pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea), que revela a disposição em consumir neste momento, e também pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que aponta a perspectiva das pessoas em comprar no futuro, sem considerar o cenário atual.

"As pessoas estão imaginando que haverá uma melhora econômica de fato a partir de 2017, mas é preciso entender que isso ainda vai levar um tempo. Esses dados de Indaiatuba com relação à esperança das pessoas são bastante positivos; mas eles ainda são baseados numa projeção de perspectiva de um futuro melhor a médio prazo, que pode se concretizar, porém, que ainda está apenas no campo das expectativas ", considerou Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP.

Ele resumiu ainda que a pesquisa traçou um panorama de dois meses, em que a expectativa cresceu, baseada em uma esperança de melhoria econômica que ainda não veio.

Opiniões

Por outro lado, Pina simplifica dizendo que o pessimismo atual é o resultado de todo o processo que o País tem passado. "Não houve mudanças concretas que façam as pessoas estarem dispostas a consumir agora. No entanto, quando questionados sobre os próximos meses, a perspectiva é melhor. O consumidor está dando um voto de confiança para a economia, mas vai cobrar o retorno dessa esperança ao longo de 2017. O futuro melhor tem de se concretizar, ou gradativamente o indicador vai começar a cair novamente", alerta o assessor.

O assistente administrativo Alexandre L. R. Cardoso se diz mais confiante, e revela que neste fim de ano conseguiu adquirir alguns itens que necessitava. "A maioria das lojas estão fazendo promoções pela internet e eu consegui aproveitar algumas; comprei um relógio de pulso, uma bermuda e uma camiseta. Mas, mesmo assim, é preciso ficar atento ao valor do frete, senão não compensa", alerta.

Ele também está otimista em relação a 2017, e acredita que a situação irá melhorar. "Apesar de ainda ter muito desemprego, há setores que estão deslanchando, como o de serviços, onde eu atuo. O jeito é seguir trabalhando", considera Alexandre.

Já a dona de casa Eva Andrade, afirma não ver facilidades de compra, principalmente nos supermercados e na feira. "A cada semana, os preços sobem um pouco; é aquele negócio: de grão em grão a galinha enche o papo. Até agora não vi nenhuma melhora, só o aumento da inflação e dos gêneros alimentícios", declara.

A presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, por sua vez, afirmou que o índice é uma importante ferramenta de orientação aos comerciantes, além de contribuir com a economia da cidade. "Em breve teremos uma curva histórica que mostrará o comportamento do consumidor ao longo do tempo e, por meio disso, o varejista conseguirá se pautar, fazer promoções na hora exata, encher ou não o estoque", reforçou.


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