Indaiatuba

Índice de emprego sofre nova retração

EMPREGO

A evolução do emprego em Indaiatuba teve resultado negativo em outubro. A pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou uma redução de 0,21% no mês.

No ano, o levantamento do Caged foi de -1,42%; e nos últimos 12 meses, o saldo ficou em -3,69. O total de admitidos em outubro foi de 2.011 pessoas; já os demitidos somaram 2.151. Os setores que mais admitiram e demitiram foram os de serviços (803 contratados e 797 demitidos), comércio ( 521 / -550) e indústria de transformação ( 454 / -472). Há ainda o de construção civil, que foi um dos que mais dispensou funcionários (288 dispensas contra 217 admissões).

A pesquisa do Caged demonstra que, ao longo de 2016, foram contratadas 23.072 pessoas, e desligadas 24.054; nos últimos 12 meses, os números aumentaram, sendo 26.936 admitidos e 29.549 dispensados.

Natália A. Alves trabalhava no setor administrativo de uma indústria na região, e está desempregada desde junho. "De lá para cá tenho enviado muitos currículos, mas a concorrência é grande e as vagas têm caído. Já tentei até em lojas, mas ainda não dei sorte", lamenta.

Ela conta que recebe ajuda dos pais para as contas, pois o seguro já acabou. "Minha mãe faz salgados para vender e o meu pai e eu damos uma força nas vendas. Pretendo continuar enviando currículos e acredito que no ano que vem as coisas devam melhorar um pouco", espera Natália.

Indústria

O setor industrial também teve resultado ruim em novembro, de acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). A Diretoria Regional em Indaiatuba (que abrange 12 municípios) registrou uma variação de -0,67%, representando o fechamento de 550 postos de trabalho na região.

No acumulado do ano, o percentual ficou em -4,81%, ou menos 4.150 vagas; e nos últimos 12 meses, o Depecon registrou acumulado de -8,16%, com queda de 7,3 mil postos.

Conforme o levantamento, o nível de emprego avaliado pelo Depecon em novembro deste ano foi influenciado pelas variações negativas dos segmentos de máquinas e equipamentos (-2,62%); bebidas (-2,02%); produtos de borracha, material plástico e máquinas (-0,87%); aparelhos e materiais elétricos (-1,88%). Na comparação de novembro de 2015 e 2016, o cenário se mostrou ainda pior, já que no ano passado o índice ficou positivo em 0,10%.


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