Indaiatuba

Motoristas do Uber trabalham mais tranquilos após liminar da Justiça

A reportagem conversou com três motoristas do Uber que tiveram a liminar concedida e impede que os autores sejam multados ou tenham seus veículos apreendidos com base na Lei nº 11.251/11, que os enquadra como veículos clandestinos.

O aposentado Mauricio Reinaldo, de 57 anos, conta que só não tem mais receio de trabalhar como Uber na cidade porque possui a liminar. "Como tenho liminar não sinto medo, mas para quem está sem a liminar, está complicado. Acho lamentável a Prefeitura continuar armando emboscadas para os motoristas", comenta. "Acredito que o serviço do táxi deveria ser mais barato e o Uber deveria aumentar o seu preço é menos da metade do valor cobrado pelos taxistas. Eu faço algumas corridas como complemento, mas se eu fosse depender do Uber teria que trabalhar muito e isto desgastaria o carro, e ainda não daria para pagar as contas trabalhando apenas com o Uber. Com o tempo, com mais pessoa sutilizando o aplicativo, possa ser que vale a pena e a população conhecendo o serviço deixe de usar o carro e ônibus para usar Uber", acrescenta.

Reinaldo também alerta que muitas pessoas estão começando a trabalhar como Uber e muitos motoristas não perceberam a responsabilidade penal e civil que tem. "O motorista tem que possuir seguro do carro e do passageiro que transporta, também deve se levar em consideração a necessidade de ter um acento adequado às crianças, que é exigido pela lei, porque se algum acidente acontecer é o motorista que vai responder judicialmente e ter que arcar com as despesas", ressalta.

O motorista Paulo - que não quis informar seu sobrenome -, de 47 anos, também afirma que trabalhando tranquilo porque tenho a liminar e está resguardado dentro da lei. "É uma injustiça esta lei municipal de transporte coletivo irregular que a Prefeitura aplica sobre o Uber, isso não beneficia ninguém a não ser a própria Prefeitura", reclama. "Comecei a trabalhar como o Uber porque fiquei desempregado e, no meu caso, esta é minha única fonte de renda, e a aceitação da população é boa", garante.

A jovem Larissa Silveira da Silva, de 28 anos, também conseguiu a liminar com seu esposo. "É mais tranquilo trabalhar sem pensar que cada cliente pode ser uma emboscada. Após a liminar, eu e meu esposo não tivemos problemas", afirma. "Não estou fazendo muito trabalho porque a demanda esta baixa".


Fonte:


Notícias relevantes: