Indaiatuba

Esporte Cidadão é considerado melhor projeto do país, diz gestor

O secretário enfatiza que quando assumiu a Pasta, 82% do orçamento era gasto com alto rendimento. "Tínhamos 82% do gasto na construção de equipes para disputar os Jogos Regionais e Abertos. Às vezes, acabava esses eventos e depois de 30 dias nem os funcionários lembravam-se dos resultados. Mudamos isso deixando 50% do orçamento ao esporte educacional, e trouxemos um projeto escrito em lei de incentivo, que é o Esporte Cidadão, em parceria com a Organização Nacional das Entidades do Desporto (Oned), e Toyota, John Deere, Filtros Mann e Ticket. Com isso, conseguimos atender oito mil crianças em 22 modalidades", cita. "Também trouxemos a Universidade Federal de São Paulo (Ufesp), compramos três cursos de 120 horas deles, e nossos profissionais estudaram no horário de trabalho". Para avaliar o resultado do projeto, a Secretaria fechou uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP). "O Esporte Cidadão é um sucesso e considerado o melhor projeto do país", afirma Panzetti.

Bolsa Atleta 

Outra dificuldade que a Pasta tinha com o alto rendimento era a questão da transparência no repasse de recurso. "A secretaria não tinha uma definição para ajudar os atletas, e existiam relações afetivas envolvidas. Acabamos com isso e criamos o programa Bolsa Atleta, que garante recurso ao atleta que teve resultado no calendário anterior, seja 1º, 2º, ou 3º colocado regional, estadual, nacional ou a nível mundial. Aqueles atletas que saiam da cidade resolveram ficar porque começaram a ter apoio e com isso os resultados vieram e Indaiatuba foi campeã dos Jogos Abertos, que é o maior evento poliesportivo da América Latina".

Outra situação que foi esclarecida é quanto à ajuda de custo nas competições. "O atleta falava que ia competir em um mundial e pedia ajuda. Às vezes, a ajuda era destinada a um jovem que sequer era campeão paulista ou brasileiro, mas uma federação fantasma permitia que ele disputasse um campeonato mundial de faixa branca. Hoje não acontece isso. Seguimos a regulamentação da lei e um campeonato sul-americano tem que ter mínimo sete países; um título brasileiro tem que ter no mínimo 14 estados; no pan-americano 12 e no mundial 28. Fora isso, a confederação tem que nos enviar uma carta dizendo que esta pessoa é 1ª ou 2ª no ranking nacional e que a confederação não tem recurso para ajudar, e nós temos que ter a confirmação que esse evento vai validar o resultado do atleta", explica. "Nesse ano apoiamos, internacionalmente, 12 atletas. Além disso, temos uma parceria com a faculdade Max Planck, onde conseguimos 36 bolsas de estudo".

Futebol amador

O gestor conta que quando assumiu a pasta também ouviu muita crítica em relação ao futebol amador. "O futebol de várzea existe com o princípio de criar inclusão social, de fazer as diversas comunidades se integrarem, mas com a cultura do futebol no país isso não acontece, consideram o amador como alto rendimento", explica. "Hoje, a grande dificuldade são os bichos (pagamento feito a um jogador por partida) pagos no futebol de várzea. Com isso, os times de futebol têm dificuldade de pagar a Aifa e Lidi, que são as entidades que organizam esses eventos e são parceiras da Prefeitura, mas esses times não tem nenhuma economia de pagar os R$ 300 de bicho. Aquilo que era para ser uma equipe da comunidade e da cidade, em 60% dos casos são atletas que vem de fora. A Prefeitura já faz a manutenção do campo, pagamos arbitragem, ajudamos na premiação, ajudamos quando necessário no transporte. Eu tenho que pegar dos 30% da participação para destinar ao amador. Agora, devo priorizar o futebol amador ou as mil pessoas da 3ª idade que são atendidas em hidroginástica e atividade física? Isso vai do gestor escolher", opina.

Primavera

Panzetti também esclareceu a parceria que hoje tem com o Esporte Clube Primavera. "A nossa parceria com o Primavera foi fantástica, só que tem que ser uma parceria com contrapartida. Hoje, a equipe júnior do Primavera defende Indaiatuba nos Jogos Regionais e Abertos, esta é uma parceria que deu certo e os resultados vieram. Em contrapartida, a Prefeitura custeou o transporte da base do clube", afirma. "A lei diz que não posso passar recursos para uma entidade que tenha fins lucrativos. Então, quando as pessoas ligam e falam que em Capivari acontece isso, não acontece porque se acontecer o Tribunal de Contas vai criminalizar, igual muitos municípios estão sendo criminalizados".


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