Indaiatuba

Alexandre Peres será líder da oposição

Nome mais experiente da nova oposição da Câmara, Alexandre Peres, 45 anos, se prepara para seu primeiro mandato como vereador. Ex-superintendente do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) e candidato a prefeito em 2012, afirma estar preparado para uma oposição inteligente, voltada ao bem comum, e anunciou ser candidato à presidência da Casa, mesmo ciente das dificuldades que deve enfrentar nos próximos quatro anos.

Em entrevista à Tribuna, Alexandre revelou que será o líder da oposição nos primeiros dois anos do novo mandato. "Sentamos eu, Ricardo França (PRP) e Arthur Spíndola (PV) e nos acertamos. Lutaremos junto com o Bruno (Ganem), que tem as suas expectativas para os próximos anos", afirmou. "Defendi meu nome e todos concordaram. Assim, decidimos que inicio o mandato como líder, mas daqui a dois anos podemos ter mudanças".

Alexandre fala sobre sua relação com a política. "Desde os cinco anos de idade, vereadores e prefeitos frequentavam a minha casa, já que meu pai foi superintendente do Saae", conta, lembrando de Wanderley Peres, falecido em 2001, que exerceu o cargo por nove anos, de 1977 a 1979 e de 1983 a 1988. "Convivi com estas figuras nos anos 80 e 90. Profissionalmente, entrei no Saae com 23 anos e aos 24, era diretor de obras".

Foi nomeado superintendente na gestão do ex-prefeito José Onério da Silva, onde ficou de 2008 a 2010. "Conduzi o Saae de forma profissional e inovadora. Conquistamos a ISO 17.025, um controle de qualidade certificado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Fomos o primeiro órgão público no Brasil a conquistar isso", lembra. "Também implantamos o novo sistema de leitura, que diminuiu os erros de cobrança e os custos também. São detalhes que a população não cobra, mas fiz questão de implantar".

"Também inaugurei a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Mário Araldo Candello, mas aquilo era obrigação. Na minha gestão, fui elogiado pelo presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), na ocasião do início do projeto da Barragem do Rio Capivari-
Mirim, por ter feito o mais difícil: a posse e pagamento das áreas. Apenas alguns terrenos em Campinas não foram negociados por mim", destaca. "Também conseguimos a licença prévia, que antecede a etapa de instalação".

Determinante

Para Alexandre, o trabalho na autarquia foi determinante. "Conquistei uma aprovação bem alta da população e viabilizei minha candidatura a prefeito em 2012", analisa. "Não tínhamos estrutura para concorrer com outras candidaturas, mas conquistamos 16% dos votos válidos, o melhor desempenho do PT em uma candidatura única em sua história em Indaiatuba. Ainda elegemos dois vereadores e conseguimos coligações com outros partidos".

Sobre sua saída da Administração Pública, relembrou um fato. "Na época, a Tribuna expressou o que eu e muitos sentiram em sua charge, com uma puxada de tapete", recorda. "Não estava concordando com muita coisa, mas estava tocando o trabalho, imaginando que podia acontecer a qualquer momento", lembra. "Mas não tinha 'rabo preso'. Me ofereceram um cargo em outra secretaria e não aceitei. Depois, fui candidato pela oposição".

O engenheiro civil explica sua decisão de concorrer como vereador em 2016. "Tenho bom senso e se fosse candidato a prefeito, poderia atrapalhar o Bruno, que representa uma moralização na política", analisa. "Você precisa saber qual é o seu momento. Não poderia arriscar e tinha a convicção que seria eleito vereador, se trabalhasse muito", completa. "Esperava uma votação maior, mas depois, analisando de forma serena, sei que fui bem. Até porque não fiz um único churrasco e nem contei com a 'máquina'. Fiz uma campanha de propostas".


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