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Promoções pós-Natal movimentam o varejo

Nos dias após o Natal, muita gente vai às lojas para trocar os presentes recebidos. Com o objetivo de aproveitar a ocasião, e a festa do Réveillon, os comerciantes promovem ofertas para incentivar novas compras.

A última semana do ano geralmente leva os consumidores ao comércio, não apenas para trocas, mas também para as compras para o Ano Novo. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que 56,8% das pessoas que irão celebrar a virada pretendem comprar itens de vestuário. O percentual representa aumento de 6,3% em relação ao final de 2015, quando a intenção da compra de roupas, calçados e acessórios era de 50,5%.

Lisnéia Vieira. gerente de uma loja de roupas na região central, afirma que a semana foi agitada. "Neste Natal, conseguimos atingir a meta devido à mudança de foco - acrescentamos diversos itens a preços mais acessíveis e o resultado foi um sucesso", declara. Ela conta ainda que o estoque variado garantiu as trocas e deixou os consumidores satisfeitos. "Eles vieram trocar e encontraram peças no tamanho que necessitavam. Além disso, com as promoções, acabaram se tornando clientes e levaram mais itens", comemora.

De acordo com a gerente, nos últimos dias de 2016, a loja teve um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado. "A procura maior foi por peças para o Réveillon e para usar na praia - shortinhos, blusinhas leves e bermudas tiveram muita saída", cita.

A vendedora do setor de calçados, Lucimara M. Ribeiro, também comenta que o volume de vendas, especialmente a partir de quarta, dia 28, foi maior do que se esperava. "Imaginava que as pessoas viessem trocar os produtos, mas teve muita gente que também veio para comprar. Os proprietários decidiram liquidar vários produtos e acredito que isso atraiu mais consumidores", opina.

Acessíveis

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawati, explica que a oferta de itens mais baratos foi o grande diferencial no final deste ano. "Levando em conta que os brasileiros querem comprar, porém, gastando menos, a solução para os lojistas foi, sem dúvida, vender produtos mais baratos", reforça.

"Muitos necessitam adquirir artigos mais em conta, e por isso trocam de marcas ou encontram alternativas que pesem menos no bolso. Portanto, o varejo precisa diversificar nas prateleiras, para que clientes de todos os perfis econômicos possam encontrar aquilo que procuram. A dica é oferecer boas opções de compra, cuidando para que a apresentação dos produtos seja a mais atraente possível, convidando os clientes a entrarem no ponto de venda", sugere Kawati.

A pesquisa do SPC Brasil também mostra que oito em cada dez consumidores (82,9%) já decidiram onde pretendem comemorar o Ano Novo. A maior parte garante que ficará em casa (23,5%, com queda de 6,4% em relação a 2015), outros pretendem viajar (13,1%, com aumento de 4,9% em relação ao ano passado) ou ficar em casa de parentes (12,0%).

Apesar dos pontos positivos, o levantamento também aponta que os gastos com as compras e comemorações em 2016 vão ser menores do que em 2015, ficando no valor médio de R$ 263. O total representa queda de 17,4% em comparação a 2015, que era de R$ 293,56. Aproximadamente 64% dos entrevistados não haviam decidido onde celebrar a virada de ano. O SPC Brasil entrevistou 1.632 pessoas em 27 capitais e, a partir de uma amostra de 600 consumidores, o órgão investigou os detalhes do comportamento de consumo no Natal, com margem de erro entre 2,4% e 4%; e de confiabilidade de 95%.

As vendas do Natal caíram 2,53% em Campinas. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), que comprova a perda do poder de compra dos consumidores em 2016. Este ano, o movimento no varejo foi de R$ 2,41 bilhões, contra R$ 2,47 bilhões de 2015. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a queda foi de 2,90% em comparação aos números do ano passado.


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