Indaiatuba

Após temporal, Prefeitura cria força-tarefa

O temporal que atingiu a cidade no final da tarde da última terça, dia 3, levou a Prefeitura a montar uma força-tarefa para atender diversos pontos, principalmente pela necessidade de reparos e limpeza, devido à queda de árvores provocada pelos fortes ventos. De acordo com a Defesa Civil de Indaiatuba, aproximadamente 60 árvores caíram, incluindo algumas de grande porte.

Além da Defesa Civil, as secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb), de Obras e Vias Públicas (Semop), dos Bombeiros e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Piratininga, trabalharam em conjunto na na noite de terça e ao longo de toda quarta, dia 4. A Estação Automática de Meteorologia do Instituto Agronômico de Campinas, instalada na Prefeitura, registrou 27 milímetros (mm) de chuvas, mas em alguns pontos da cidade estima-se que o volume tenha sido superior.

A velocidade dos ventos provocou a queda de postes, árvores, outdoors e danificou imóveis. Conforme a Defesa Civil, em três pontos da cidade árvores de grande porte caíram sobre veículos, mas ninguém se feriu. Essas ocorrências foram registradas nas avenidas Presidente Vargas e Kennedy, e no Jardim Santa Cruz, próximo à caixa d'água. Os ventos atingiram velocidades entre 55 e 64 km/h, de acordo com o Centro Integrado de Informações Agrometereológicas (Ciiagro), de Campinas.

O coordenador da Defesa Civil do município, Paulo Cesar Feijão, ressaltou que apesar dos estragos, é uma chuva esperada para esta época do ano e que a cidade está preparada para agir nesses casos. "Logo que começou a chuva já estávamos nas ruas levantando os problemas e coordenando ações para restabelecer a ordem o mais rápido possível. Até a meia-noite de terça, estávamos com as principais vias da cidade liberadas e com o trânsito normalizado", completou.

Prejuízos

Segundo nota divulgada pela Prefeitura, o vento forte derrubou 35 postes de iluminação pública e outros quatro de fornecimento de energia, além de danos causados em fiações, o que deixou 50 mil residências no escuro durante o temporal.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) também informou que o desabastecimento na região do Jardim Morada do Sol ocorreu devido à falta de energia elétrica, uma vez que grande parte de seu sistema de distribuição é bombeada, necessitando de eletricidade. Nos bairros mais altos da Zona Sul, como o João Pioli, Lauro Bueno, Monte Verde, entre outros, o abastecimento de água se normalizou somente na quarta-feira.

As equipes passaram a madrugada consertando as avarias causadas nas unidades da autarquia: a ETA III, no bairro Pimenta, teve a queda de um cabo de alta tensão, voltando à normalidade às 3h; e na ETA V, o painel das bombas queimou, mas foi reparado antes da 1h. Já no reservatório próximo ao Cristo houve pane na cabine de força, que também foi restaurada antes do amanhecer.

Uma família no Jardim Paulista II passou por apuros logo depois do início da ventania. A parte da frente do telhado da casa se soltou e atingiu a de trás, deixando o sobrado totalmente descoberto. "Assim que as telhas foram arrancadas, eu e minha esposa pegamos o bebê (de oito meses) e corremos para o banheiro, que era o lugar mais seguro da casa", conta Ricardo B. Ribeiro.

"Os estragos maiores foram nos móveis, mas conseguimos salvar alguma coisa. Já o telhado foi consertado com a ajuda dos vizinhos", comenta. Ricardo acrescenta que eles ficaram sem energia elétrica das 15h30 até à meia-noite. Apesar do susto e dos prejuízos materiais, todos estão bem.

Na quarta-feira, um empresário do ramo financeiro procurou a Tribuna para relatar os diversos transtornos causados em sua empresa, por conta da falta de informação precisa a respeito do retorno da energia. "Ficamos sem energia das 18 horas de terça até às 21 horas de quarta-feira. Porém, este não é o maior problema, mas sim as previsões incorretas da CPFL; a cada hora em que ligávamos para lá, uma gravação informava um prazo diferente e nenhum deles se cumpriu", alegou.

Em seu relato, o empresário disse que teve de cancelar reuniões e conferências com clientes e colaboradores, inclusive, fora do Brasil. "Temos um efetivo de 20 pessoas no escritório de Indaiatuba, porém, outros 60 estão alocados nas plantas dos clientes e dependem constantemente de informações que passamos a eles. Se soubéssemos que ficaríamos o dia todo sem energia, teríamos enviado os funcionários para o escritório em São Paulo ou para as plantas dos clientes", pontuou.

Ele ainda não conseguiu calcular seu prejuízo. "Estamos em período de fechamento financeiro e a impossibilidade de tomarmos uma ação efetiva nos gerou a perda monetária e prejudicou nossa credibilidade junto aos clientes. Entendo que houve caos na cidade por conta da chuva, mas a CPFL deveria prestar informações mais claras aos consumidores", salientou o empresário.


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