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Oposição critica descaso em Sessão Extraordinária e pede transparência

Na segunda Sessão Extraordinária do ano, realizada no dia da posse, 1º de janeiro, dois projetos de autoria do Executivo foram aprovados em regime de urgência especial, um deles envolvendo a reorganização administrativa e funcional da Administração Direta do Município, e outro que suspendeu a aprovação de novo loteamentos. Mesmo votando favoravelmente ao primeiro projeto, os vereadores da oposição reclamaram da votação, uma vez que não receberam os textos das propostas antes da Sessão.

Arthur Machado Spíndola (PV) comentou os projetos. "A reformulação das secretarias chamou a atenção, por suprimir uma pasta importante para a cidade, o Desenvolvimento", destacou. "Vale destacar que é algo que a Prefeitura pode fazer, mas não concordamos com a maneira que foi feito". Sobre a suspensão de novos loteamentos na cidade, foi enfático. "Quero explicações técnicas, que não estão no projeto. Pelo que vimos, deram uma solução muito simples para algo que não é tão simples e pode impedir o crescimento do setor imobiliário".

Sobre a votação em regime de urgência, fez sua reclamação. "É uma falta de respeito votar sem que todos pudessem ler a íntegra do projeto", apontou. "Isso aconteceu muito nos últimos mandatos. Precisamos conferir o projeto para analisá-lo e votar de forma consciente. Por isso, já adianto: se vierem outros projetos na mesma condição, salvo raríssimas exceções, vamos votar contrariamente".

Liderança

Líder da oposição, Alexandre Carlos Peres (SD), fez sua crítica. "O vereador é eleito para analisar as leis apresentadas, refletir e tomar uma decisão, baseado no que acha melhor para a população. Mas não pudemos fazer isso", lamentou. "E o que está nas entrelinhas? Disseram que os projetos foram discutidos com a base do governo. Duvido. Mas se foi, não fomos convidados. Não dá, é um descaso com a oposição", reforçou.

Peres promete debater os projetos, mesmo aprovados. "Estou lendo os dois atentamente e quero debatê-lo, me aprofundar", ressaltou. "Podemos até mesmo realizar algumas reuniões com especialistas nestes assuntos". O vereador Ricardo Longatti França (PRP) não foi encontrado pela reportagem da Tribuna. 

Líder do governo na Câmara, Luiz Alberto 'Cebolinha' Pereira (PMDB) promete tomar medidas. "Os vereadores realmente não receberam, mas votaram a favor de um e contrário a outro. Qual o critério?", questionou. "Mas entendo que isso não precisa acontecer e os vereadores não deixam de ter razão", contou.

"Como sustentação do governo, havíamos lido o projeto e nos reunimos no dia 19 de dezembro para discuti-lo", revelou Cebolinha. "Demos nosso voto de confiança ao novo prefeito, Nilson Gaspar. Mas farei de tudo para que isso não aconteça novamente e os vereadores recebam com antecedência os projetos para debatê-los".


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