Indaiatuba

Alta dos combustíveis muda hábitos dos consumidores locais

ECONOMIA

No final da semana passada, a Petrobras anunciou o aumento de 6,1% no preço do diesel nas refinarias. O novo valor passou a valer na última sexta-feira, dia 7, e de acordo com a estatal, a mudança não irá impactar no preço dos outros combustíveis. Contudo, a gasolina e o etanol (álcool) já foram reajustados há cerca de duas semanas em Indaiatuba.

Segundo a Petrobras, caso o reajuste seja integralmente repassado e não haja alterações nas parcelas que compõem o custo cobrado do consumidor, o diesel pode subir 3,8% (R$ 0,12 por litro) nas bombas. Porém, a estatal lembra que o impacto no preço está atrelado aos repasses efetuados por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente as distribuidoras e os postos revendedores.

A Petrobras justifica o reajuste com base na elevação dos preços do petróleo no mercado externo, além da valorização do Real desde a última revisão de preços e dos ajustes na competitividade da estatal no mercado interno. O reajuste foi anunciado para as refinarias, e poderia não atingir o preço cobrado do consumidor final; mas não foi isso o que aconteceu - já na segunda-feira, dia 9, os motoristas foram surpreendidos com o aumento. 

Em visitas a alguns postos de Indaiatuba, a Tribuna registrou o aumento não só do diesel, que ocorreu esta semana, mas também da gasolina e do álcool. "Os preços da gasolina e do álcool subiram a umas duas semanas", revelou o frentista de um posto no Jardim Bom Princípio. "O aumento foi de R$ 0,10 por litro", completou.

O proprietário de um posto na região central confirma os reajustes. "Normalmente somos surpreendidos com os aumentos um dia antes da compra. De qualquer forma, não tem o que fazer - temos de pagar o preço fixado por eles; que na minha opinião está muito caro", lamenta.

Ele explicou que, normalmente, a compra de combustíveis é feita de três a quatro vezes na semana. "A quantidade vai de acordo com as vendas, só que hoje o cliente busca preço - antigamente queria mais qualidade - e existe uma concorrência desleal", apontou. "Muitos estão rodando menos com os veículos para abastecer menos também", acrescentou.


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