Indaiatuba

Emprego na construção civil cresce 0,10%

O emprego na construção civil de Indaiatuba teve uma pequena retomada no fôlego em 0,10%, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). O percentual representa a abertura de seis novas vagas no município.  

Apesar do número parecer baixo, o Sindicato ressalta que a cidade vinha de duas quedas seguidas, com a redução de 47 vagas (-0,76%) em outubro; e de 129 (-2,04) em setembro. No acumulado de 2016, o saldo foi positivo, com crescimento de 5,08%, o equivalente a 303 vagas a mais.

Os resultados foram colhidos na pesquisa do SindusCon-SP, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nas informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTB). "A expectativa ainda é positiva em relação a 2017, mas aguardamos pelas decisões do governo para que ela se concretize, como diminuição de burocracia e incentivos ao setor", pondera Márcio Benvenutti, diretor da Regional do SindusCon-SP em Campinas. "Precisamos de ações rápidas para que o mercado reaja. Somente com a cooperação entre os poderes público e privado será possível mudar o cenário", explica.

Informações divulgadas pela Prefeitura Municipal também indicam um cenário mais favorável para o mercado de trabalho do setor. Em novembro de 2016 foram admitidos 241, contra 210 desligamentos, gerando saldo de 31 empregados contratados.

A reportagem da Tribuna procurou também o presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Indaiatuba (AEAI), o engenheiro civil Luiz Roberto Steiner Fruet, para que comentasse o assunto. No entanto, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

O levantamento feito pelo Sindicato revelou ainda que a maior queda foi registrada no município de Valinhos, que em novembro eliminou 36 vagas (-3,20%). Por outro lado, Paulínia ficou na frente, com a abertura de 94 postos de trabalho no mesmo mês, o que correspondeu a um crescimento de 8,12%.

A construção civil de Campinas registrou uma redução de 1,15% no nível de emprego em novembro, na comparação com outubro, com fechamento de 222 postos de trabalho. O saldo de trabalhadores foi de 19.250 para 19.028, e no acumulado do ano a redução chegou a 11,86% (-2.743 vagas).

Sazonalidade

No Brasil, o emprego na construção teve queda de 2,20% em novembro, na comparação com outubro de 2016, representando a 26ª queda consecutiva. Em 12 meses o saldo negativo foi de 437 mil postos de trabalho (-14,5%), o que deixou o estoque de trabalhadores no setor em 2,6 milhões. Em outubro de 2014, primeiro mês de queda, o estoque era de 3,57 milhões.

Nos primeiros 11 meses de 2016 houve um corte de 461,8 mil vagas - já desconsiderados os efeitos sazonais, foram fechadas 26,9 mil vagas em novembro (-1,04%). O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Neto, afirma que o agravamento do desemprego na construção em novembro, com o fechamento de mais de 58 mil postos de trabalho já era esperado. "Além da queda contínua no volume de obras, os dois últimos meses do ano sazonalmente se caracterizam como um período de redução do nível de emprego no setor, pois muitas obras são concluídas e novas serão iniciadas somente no ano seguinte", salienta.

Contudo, a maior preocupação de José Romeu é em relação à continuidade do declínio dos indicadores de atividade dos segmentos antecedentes de novas obras, como a preparação de terrenos e engenharia e arquitetura, que em novembro caíram 3,73% e 1,87%, respectivamente.

No Estado de São Paulo, a queda no emprego foi de 1,77% em relação a outubro do ano passado, com redução de 12,5 mil vagas. "É um claro sinal de que o volume de novas obras continuará caindo nos próximos meses, o que deverá deixar mais gente desempregada no setor da construção. Precisamos urgentemente de medidas emergenciais e mais reformas microeconômicas para reverter esse cenário", destaca o presidente do Sindicato.


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