Indaiatuba

Vigilantes ainda sofrem com atrasos de benefícios e 13º

Mais uma vez, os vigilantes dos prédios públicos procuraram a Tribuna para relatar atrasos em salários e benefícios referentes ao mês corrente e a dezembro de 2016. Assim como ocorreu nas ocasiões anteriores, a Prefeitura reforça que vem fazendo regularmente o repasse financeiro à ESC Fonsecass, prestadora do serviço de segurança patrimonial do município - que presta serviço, inclusive, no Bosque do Saber.

Além dos salários, os seguranças revelam que benefícios como o Vale Transporte e o Vale Refeição também não foram pagos. "Ainda falta a gente receber parte do 13º salário e o VR e VT do final do ano passado", comenta um dos vigilantes, que prefere não ter seu nome divulgado para evitar represálias. "Eles também não depositaram os benefícios de janeiro; o pior é que tem muitos colegas que moram em outra cidade e estão sem dinheiro para vir trabalhar", destaca.

O vigilante conta que a empresa faz muitas promessas, mas dificilmente elas são cumpridas no prazo. Ele também diz que mora em Indaiatuba, próximo ao local de trabalho, porém, mesmo assim, já teve dificuldades para ir trabalhar. "Teve um sábado que alguns de nós não fomos para o trabalho. A gente tem conta pra pagar, além do gasto com transporte, e muitas vezes não sobra nenhum dinheiro", esclarece.

O trabalhador aponta que a coordenação do trabalho na cidade chegou a ameaçar os profissionais. "Eles costumam falar que quem faltar no trabalho vai ser demitido", declara. Alguns deles chegaram a procurar o Sindicato dos Vigilantes, mas não obtiveram ajuda efetiva.

Somente no final desta quinta-feira, depois das 18h, os salários estavam nas contas dos vigilantes. "Entrou o de janeiro e parte do de dezembro, mas isso era para ter acontecido na primeira semana do ano. E os benefícios, nada".

Convênio

O convênio médico é outro assunto que preocupa os que fizeram a opção de desconto em holerite. "Já faz uns sete ou oito meses que a empresa não paga o convênio médico, mas todo mês quase R$ 70 são descontados do vigilante. Um colega foi para retorno de consulta e disseram pra ele que a empresa estava atrasada com o pagamento; e ele não pôde passar com o médico", revela outro vigilante.

"A situação está bem complicada, com trabalhadores faltando por não ter meios para virem trabalhar, e outros recorrendo à assistência social por causa de atraso de aluguel e não conseguirem o sustento da família", lamenta.


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