Indaiatuba

População reclama de atrasos dos Correios

Os atrasos nas entregas de encomendas e correspondências feitas pelos Correios têm gerado indignação dos cidadãos da cidade. Residentes em diversos bairros se queixam da demora na chegada das contas, principalmente, já que são cobrados multas e juros por não pagarem na data e nem todos têm acesso aos boletos pela internet.

Luís Reinaldo Cremasco é um dos munícipes insatisfeitos, já que ele está recebendo só agora as correspondências postadas no ano passado. "No último sábado recebi uma correspondência com data de postagem de 26 de dezembro de 2016. Um absurdo", reclama o morador do Vale das Laranjeiras.

Ele conta que todos os vizinhos estão irritados com a situação. "Todo mundo está revoltado; formamos até um grupo no WhatsApp. Foram vários os problemas por conta do serviço precário dos Correios. Eu mesmo tive duas situações de multas de trânsito em que poderia ter recorrido, além da mensalidade do clube que veio atrasada e tive de arcar com a multa. Inclusive, aproveitei que fui até lá e garanti o boleto de fevereiro para não ter prejuízo novamente", garante Luís. O morador diz que tem acesso à internet, mas estava acostumado a receber as contas em casa e acabou se esquecendo de utilizar essa alternativa. "Algumas eu já estou pegando pela internet, mas acho que eles têm obrigação de entregar as correspondências no prazo. E não falo só disso, porque têm também as encomendas que a gente faz, fica um tempão esperando e parece nunca chegar", enfatiza.

Sobrecarga

Sobre as reclamações de atrasos nas entregas, a assessoria dos Correios respondeu em nota que, embora a distribuição de correspondências (faturas, contas, boletos, mensagens, cartas) não ocorra de forma diária em todas as localidades de Indaiatuba, a entrega tem sido realizada com regularidade na cidade.

Em relação ao recebimento de correspondência postada em dezembro, conforme relato do morador do Laranjeiras, a empresa garante que a reclamação não procede, pois, foram registrados atrasos pontuais nas entregas, provocados por sobrecarga de objetos postais acima do efetivo dimensionado para o mês de janeiro.

A assessoria acrescenta que, com o intuito de regularizar as entregas na região, os Correios já estão adotando medidas operacionais, entre elas, a alocação de trabalhadores temporários, redistribuição da carga entre o efetivo e trabalhos aos finais de semana.

A Tribuna também questionou a estatal sobre a possibilidade de fechamento de agências em Indaiatuba, e a mesma assegurou que não há risco de extinção nem das unidades próprias, tampouco das terceirizadas no município.

Desligamentos

No final de janeiro, os Correios abriram para os colaboradores em todo o Brasil o Plano de Desligamento Incentivado (PDI). Segundo a empresa, a medida tem o objetivo de conseguir uma economia anual de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão e abrange profissionais das áreas operacional e administrativa.

A participação está aberta aos colaboradores com tempo de serviço igual ou superior a 15 anos, e com idade igual ou maior que 55 anos. Foi levada em consideração a média registrada nos últimos planos.

Só no Estado de São Paulo, estão previstos 1.440 desligamentos, ou seja, 5% do efetivo. A estatal não possui informações de quantos colaboradores aderiram ao PDI em Indaiatuba, e reforça que os dados são apenas por estado.

Além disso, a assessoria dos Correios reafirma que o PDI não irá impactar na qualidade dos serviços prestados à população. As ações para compensar a redução de pessoal deverão ser dimensionadas de acordo com o número de desligamentos.

(Adriana Brumer Lourencini)


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