Indaiatuba

Economia do horário de verão abasteceria Indaiatuba por 7 dias

Acaba nesta madrugada o horário brasileiro de verão. À zero hora deste domingo, 19 de fevereiro, os relógios devem ser atrasados em uma hora, voltando para as 23h.

Segundo dados da CPFL Piratininga, distribuidora de energia que abastece a cidade, durante os 126 dias de duração do horário especial, estimou-se uma redução da ordem de 0,34% no consumo de energia elétrica, o que é suficiente para abastecer Indaiatuba por sete dias. Há expectativa de que a demanda de energia no horário de pico apresente redução também de 0,34%.

No ano passado, a economia foi de 0,7%, o que poderia abastecer o município por 11 dias, com expectativa de demanda reduzida em 4,1% no horário de pico.

Com o volume de energia elétrica economizado neste ano, no entanto, seria possível abastecer 6.944 clientes residenciais, com consumo médio de 200 kWh, durante um ano.

Segundo Thiago Freire Guth, diretor de Distribuição de Energia do Grupo CPFL, os principais objetivos da medida são melhorar o aproveitamento da luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica, diminuindo a demanda no horário de pico, das 18h às 21h. "Na média, as pessoas começam a chegar em suas casas às seis da tarde, sendo que uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo", explica. "No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair", acrescenta.

Para o executivo, ao se deslocar o horário oficial em uma hora, o que se espera é a diluição, por um período maior, do momento de entrada em funcionamento dos equipamentos domésticos e industriais, e de iluminação pública. Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico, no momento em que o sistema é mais demandado.

Histórico

A edição 2016/2017 do horário de verão teve início em 16 de outubro. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o horário de verão tem como objetivo principal a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta, ou seja, quando mais pessoas, empresas e indústrias estão utilizando a energia elétrica. Isso é possível porque a parcela de carga de iluminação passa a ser acionada mais tarde do que normalmente seria, motivada pelo adiantamento do horário.

A medida foi adotada pela primeira vez no Brasil em 1931, mas de forma consecutiva, acontece há 28 anos. Os estados que adotam a medida são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Em 8 de dezembro de 2008, foi assinado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva o decreto de número 6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do território nacional.


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