Indaiatuba

Cidade ganhou 33 exportadores em 2016

Economia

O ano de 2016 foi marcado por uma intensificação nas ações de apoio às exportações pelo Governo do Estado de São Paulo, o que resultou em um aumento de 126,1% na quantidade de empresas paulistas que enviaram seus produtos ao exterior pela primeira vez com relação ao ano anterior. Foram 2.010 empreendimentos estreantes no mercado internacional contra apenas 889 em 2015. Em Indaiatuba, também houve crescimento - a cidade ganhou 33 novos exportadores.

A Região Administrativa de Campinas, por sua vez, apresentou índice de aumento ainda melhor. Foram 390 novas empresas que ingressaram no mercado internacional em 2016, representando um crescimento de 158% no período de um ano. Trata-se do maior número de novos exportadores desde 2001, quando a série histórica começou a ser levantada.

Destacam-se as cidades de Campinas, Limeira, Jundiaí e Indaiatuba, que, em 2016, ganharam respectivamente 51, 33, 31 e 33 novos exportadores. A região fechou o ano com um total de 2.482 exportadores registrados, entre aqueles que já atuavam no mercado externo e aqueles que começaram no ano passado.

Em 2015, de acordo com dados registrados pela extinta Secretaria Municipal de Desenvolvimento, havia em Indaiatuba 154 empresas exportadoras e este número subiu para 187 no final do ano passado, representando aumento de 22%. O volume de exportações do município também cresceu. O aumento foi de 11% no montante arrecadado com a exportação, passando de US$ 533,6 milhões (2015) para US$ 592,7 milhões (2016). Já o total das importações foi menor (13,6%), totalizando US$ 855,4 milhões no ano passado, contra os US$ 989,7 de 2015.

Os números mostram que diminuiu o déficit da balança comercial, que estava em US$ 456,1 milhões em 2015 e caiu para US$ 262,7 milhões em 2016, representando quase metade do volume de um ano para o outro.

Hora Certa

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos e competitividade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (Sdecti), com base em informações disponíveis no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

"Nós já tínhamos a ideia de estender nosso escopo de serviços de incentivo à competitividade com atendimento de empresas que querem se internacionalizar e a disseminação da cultura exportadora. Nossas projeções apontavam para uma desvalorização do câmbio e de uma desaceleração do consumo interno. A quantidade de empresas que passaram a exportar confirma que lançamos o programa na hora certa", afirma o diretor da Investe SP, Sérgio Costa, referindo-se ao SP Export.

Realizado por meio de convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) firmado já em 2015, o SP Export envolve todo um conjunto de ações para ajudar a aumentar o número de exportações no Estado de São Paulo, com foco principalmente nas pequenas e médias empresas.

Foram realizados em 2016, por exemplo, três edições do Poupatempo do Exportador, que somaram mais de 200 atendimentos in loco a empresas das regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto e Franca; a inclusão de 90 empresas no Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex); 16 palestras e workshops que registraram mais de 2.400 presenças; e duas missões comerciais ao exterior envolvendo os países Peru, Colômbia e Argentina, com a participação de mais de 200 empresários.


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