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Inadimplência é a grande vilã no setor e motiva acordos de distrato

Apesar do mercado profissional na construção estar aquecido, Italiani revela que a inadimplência tem sido expressiva. "A crise atingiu todo mundo, e com a construção civil não foi diferente. Mesmo com este cenário, tivemos um índice de distrato (cancelamento de compra) de apenas 2%; no Brasil, o percentual de distrato chegou a 40%", destaca.

Ele acredita que esta situação ocorre em virtude do aumento do desemprego. "As pessoas perdem sua fonte de renda e não conseguem mais pagar. Já em relação à inadimplência conseguimos fazer acordos na maior parte dos casos", afirma Italiani.

Segundo o gerente de Marketing, as expectativas de mercado para 2017 são otimistas. "A situação deve melhorar, principalmente a partir do segundo semestre, quando as medidas econômicas de baixa dos juros vão começar a surtir efeito", opina.

Italiani também alerta que os profissionais mais qualificados terão boas chances no mercado da construção. "O ritmo das obras está acelerado e, terminando uma já inicia outra. E as oportunidades não estão apenas nas construtoras, mas sim, nos prestadores de serviço", garante.

Panorama nacional

Além das novas moradias do MCMV, houve um reajuste no perfil de renda das famílias beneficiadas. Na Faixa 1, o valor passou de R$ 2,35 mil para R$ 2,6 mil; na Faixa 2, foi de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil; e na Faixa 3, a renda subiu de R$ 6,5 mil para até R$ 9 mil. E o valor do teto dos imóveis nas operações do FGTS pode chegar até R$ 240 mil, dependendo da região do Brasil.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, no final de janeiro, um índice de expectativas sobre o nível de atividade na construção civil, e o resultado apontou o aumento de 37,7 pontos em janeiro de 2016 para 47,4 pontos no mês passado.

Apesar da melhora, o indicador continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o qual separa os níveis de confiança. Já em relação à expectativa sobre novos empreendimentos e serviços, o índice subiu de 37,1 pontos (2016) para 46,6 pontos (janeiro/2017). De acordo com a CNI, as previsões dos empresários se referem aos próximos seis meses.

O levantamento também mostra que a intenção de investimentos também aumentou, passando de 25,9 pontos (dezembro/2016) para 27,7 pontos em janeiro deste ano. Ainda assim está abaixo da média de 35,2 pontos. O índice varia de zero a cem pontos - quanto maior o indicador, maior é a propensão para os investimentos.

No final de 2016, a construção repetiu o baixo desempenho dos meses anteriores, ficando com nível de atividade em 37,9 pontos e o de emprego em 36 pontos. Em dezembro, o setor operou com 44% das máquinas, equipamentos e trabalhadores parados. A pesquisa da entidade registrou ainda percentual de seis pontos abaixo da média histórica para dezembro.


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