Indaiatuba

Alunos da Fiec buscam patentes de projetos

Educação

Em visita à Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec), o ministro da Educação, José Mendonça Bezerra, conheceu o projeto de controle remoto em escala, desenvolvido por estudantes de cursos técnicos da instituição, especialmente para a competição na Land Rover, em Londres. O professor Sérgio Antônio Lopes falou exclusivamente à Tribuna sobre este e outros projetos dos alunos da Fiec.

Além de atuar como professor há quatro anos na instituição, nas disciplinas de mecatrônica, mecânica e eletroeletrônica, Sérgio também coordena os trabalhos realizados pelos alunos. "Temos hoje oito projetos em andamento, inclusive, dois em vias de serem patenteados", cita. "Um deles é o aspirador do mosquito Aedes aegypti; e o outro é o aplicativo de ônibus para deficientes visuais", completou o professor.

Ele revelou que o aspirador já obteve reconhecimento da Vigilância Sanitária do município, e que o equipamento foi apresentado também ao ministro. "No último dia 22, a Vigilância levou o equipamento para testes, a fim de verificar quais alterações serão necessárias. Isso deve levar cerca de um mês", apontou Sérgio.

Segundo o docente, o aspirador é compacto, do tamanho de uma mochila escolar, e pesa aproximadamente 17 kg. "Ele conta com oito baterias com tempo de carga de três horas. Porém, o novo modelo que estamos produzindo possui bateria de lítio, mais leve, com peso médio entre 8 kg e 9 kg. De qualquer modo, o equipamento atual é mais leve do que o utilizado pela Prefeitura, que tem cerca de 20 kg", ponderou o professor.

Ele explicou ainda que o produto foi pensado no sentido de fazer a limpeza diretamente nas residências. "O aspirador foi projetado com um sugador que entre atrás dos móveis, onde o mosquito se esconde. A biqueira do sugador serve para 16 adaptadores, e cada bico pode ser acionado por meio eletrônico. As duas mangueiras acopladas servem para espantar e sugar o Aedes", detalhou.

O projeto do aspirador do mosquito da dengue foi desenvolvido por seis alunos da Fiec. "São dois do curso de Mecatrônica, dois de Mecânica e dois de Design de Interiores, sendo que estes últimos criaram o formato do produto, enquanto os outros quatro ficaram com a parte da operação", esclareceu Sérgio.

Aplicativo

Em relação ao aplicativo de transporte público para deficientes visuais, o coordenador garantiu que o processo é bastante simples, porém, deverá ser muito útil para os usuários de ônibus [e já foi visto pela empresa de transporte, como citado na página 3]. "O aplicativo avisa o deficiente visual, via celular, em áudio, sobre a localidade do terminal. Um dispositivo é instalado no veículo e, quando este estiver a cerca de 200 metros do ponto, uma luz é emitida pelo equipamento, que avisa o motorista. Com a parada do veículo, o dispositivo toca uma campainha, que será desligada pelo próprio deficiente assim que estiver dentro do ônibus, já acomodado", acrescentou.

O coordenador disse ainda que o projeto está em vias de obter a patente. "Nós já apresentamos à Bonavita, que faz o transporte público na cidade. A próxima etapa é instalarmos o dispositivo em um dos ônibus para teste", concluiu Sérgio. Os estudantes pretendem comercializar o aplicativo às empresas de ônibus; todavia, o serviço será totalmente gratuito aos deficientes visuais.


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