Indaiatuba

Nova secretária garante que não há déficit de vagas nas creches

Educação

A professora Maria Eliane Faccio Valezin assumiu a Secretaria Municipal de Educação nesta segunda-feira. Em entrevista exclusiva concedida à Tribuna, ela comenta os projetos da pasta e fala sobre desafios e expectativas.

Ela substitui a secretária Rita de Cássia Trasferetti, que deixou a Pasta para dar entrada em sua aposentadoria pela carreira em escolas estaduais.

Eliane nasceu em Indaiatuba, em Helvetia, e em seus 32 anos de magistério atuou em escolas municipais e estaduais. "Dei aulas no Randolfo, no Enéas, São Nicolau de Flüe, no Maria Cecília e no Áurea", lembra. "Na rede municipal, trabalhei no Dom José, Vila Teller, bairro Santa Cruz, no Pinezzi e também no Cristo", completa a secretária.

Sobre o cargo à frente da Secretaria, Eliane revela que recebeu o convite do prefeito Nilson Gaspar (PMDB). "O Gaspar indicou meu nome devido à minha carreira na Educação no município; vi que ele valoriza isso. Além disso, nossa parceria de trabalho é antiga, desde a época em que ele foi gestor da Semurb e superintendente do Saae", explica a secretária.

Um dos pontos conversados com a nova secretária foi sobre as creches. Há cerca de um ano foi implantado o novo horário, o que gerou dúvidas (e protestos) entre os pais e responsáveis.

"A adaptação ao horário integral, das 7h às 16h, foi ocorrendo aos poucos e hoje praticamente todos estão ajustados. Os casos de pessoas que não têm quem busque os filhos ou possa ficar com eles são minoria, em torno de 4,7%; estes foram tratados individualmente, e a solução foi a de deixar um monitor responsável na creche até a chegada do responsável pela criança", salienta Eliane.

Ainda a respeito do tempo de permanência na creche, a secretária diz que muitas famílias querem deixar os filhos ali o dia todo, o que pode ser prejudicial. "A lei preconiza que a criança deve ficar um tempo junto aos pais, porque, mesmo com o trabalho lúdico na escola, o confinamento existe e interfere no desenvolvimento da criança", argumenta.

Atualmente, todas as creches de Indaiatuba funcionam em horário integral (exceto a José Pavani), além de sete escolas do Ensino Fundamental (EF). "As creches também possuem salas com turmas de período parcial", coloca a secretária.

Quanto ao déficit de vagas, tanto em creches como no EF e Pré-Escola, Eliane afirma que não existe. "O déficit varia conforme o momento - hoje temos vagas e no final de 2016 conseguimos matricular todos os que solicitaram. No entanto, há momentos em que surgem muitas crianças e temos de estudar a situação. Mas, devemos inaugurar mais cinco creches e uma já está terminando", analisa.

"É importante salientar que as pessoas precisam eliminar a crença de que a creche serve apenas para deixar os filhos enquanto elas trabalham. Este conceito surgiu do fato da creche ser oriunda da Assistência Social. Mas, desde 1997, se tornou escola e ganhou regras que devem ser seguidas", completa.

"Sempre orientamos conversar com o diretor da escola, pois só ele conhece todos os pais e alunos, e poderá encontrar a solução mais adequada", conclui Eliane.


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