Indaiatuba

Onze projetos e indicações movimentam primeira sessão

Dois projetos e uma indicação mobilizaram os debates na primeira sessão ordinária em 2017, presidida pela primeira vez pelo vereador Hélio Alves Ribeiro (PSB), na noite da última segunda-feira. As propostas instituem a Semana de Conscientização, Prevenção e Combate ao Bullying Escolar em Indaiatuba, de autoria do próprio presidente, e também sobre a proibição da queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos, apresentada por Arthur Machado Spíndola (PV).

Participaram pela primeira vez de uma sessão de Câmara, agora como vereadores, Adeílson Pereira da Silva, o Figura (PP); Alexandre Carlos Peres (SD); Arthur Machado Spíndola (PV); Edvaldo Bertipaglia (PSB); João de Souza Neto, o Januba (DEM); Jorge Luis Lepinsk, o Pepo (PMDB); Ricardo Longatti França (PRP); e Silene Silvana Carvalini (PP). Outros três vereadores, além do presidente Hélio Ribeiro, também foram reeleitos e participaram dessa primeira sessão: Célio Massao Kanesaki (DEM); Luiz Alberto Pereira,o Cebolinha (PMDB); e Luiz Carlos Chiaparine (PMDB).

Os vereadores não votaram nenhum projeto, uma vez que regimentalmente, isso só pode acontecer após a leitura dos mesmos em Plenário. Como o Legislativo estava no período de recesso parlamentar - período em que não há sessão de Câmara, a não ser as convocadas extraordinariamente - e essa foi a primeira Sessão do ano, isso acontecerá apenas na próxima quarta-feira, dia 1º, às 18h. Mas, apesar de não votarem projetos, os vereadores fizeram 80 indicações e oito moções.

Dos 11 projetos lidos em Plenário, dois chamaram a atenção. O primeiro, de autoria de Hélio Ribeiro, cria a Semana de Conscientização, Prevenção e Combate ao Bullying Escolar em Indaiatuba, a ser realizada na primeira semana do mês de abril, com o intuito de orientar sobre os efeitos danosos do bullying, definido como prática de atos de violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduos ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

"O Projeto de Lei aborda um problema que tem preocupado pais, professores, alunos e toda uma população de crianças, adolescentes e jovens que foram ou são vítimas em potencial deste fenômeno, que tem assolado, especialmente, o ambiente escolar", comenta Hélio em sua justificativa à proposta. "O bullying afeta estudantes, pais e professores no mundo inteiro, não estando restrito ao tipo de instituição primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Com a internet, ganhou espaço também nas comunidades virtuais, aumentando ainda mais o transtorno das vítimas, já que os autores da agressão podem manter suas identidades no anonimato".

Encerrando sua justificativa, o presidente da Casa destaca que "trata-se de uma epidemia psicossocial e pode ter consequências graves" e lembra que "crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade".


Fonte:


Notícias relevantes: