Indaiatuba

Ações do governo federal ajudam a animar população

O professor coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera de Indaiatuba, Laerte Zotte Júnior, aponta que as ações tomadas pelo governo federal contribuíram para o otimismo brasileiro. "Apesar dos acontecimentos envolvendo vários políticos e partidos, o governo atual tem se mostrado competente para manter a situação nos trilhos. Contudo, a tarefa é difícil e está longe de terminar", salienta.

Ele aponta como solução imediata o corte de gastos. "Isto foi e será sempre importante para garantir a base econômica do País. É preciso entender que, quando o governo tem uma meta, precisa fazer os investimentos de forma mais racional e cautelosa, buscar fornecedores e insumos sem sobrecarregar o orçamento e manter a qualidade dos serviços oferecidos ao cidadão. Esta é a base da gestão inteligente das organizações".

2017

Sobre as expectativas para 2017, o professor acredita que são boas. "Na quarta-feira foi anunciada a redução da taxa de juros. Foi um percentual considerável (0,75%), 12,25% ao ano. Isso reduz os custos de financiamento e injeta mais um valor na economia. Além disso, medidas como a liberação das contas inativas do FGTS colocam mais dinheiro na economia e vem ajudar algumas famílias a fugirem da situação de endividamento", conclui.

Leila Pellegrino, professora de Economia, considera que existem expectativas variáveis. "Tanto o comércio como os consumidores mostraram mais confiança na economia; e vemos uma tentativa de se estabelecer a normalidade, especialmente após a queda dos juros. Porém, o cenário muda na indústria, já que a recuperação da atividade produtiva é mais lenta", avalia.

Sobre a liberação do FGTS inativo, Leila acredita que pode injetar novo ânimo. "O esperado é que as pessoas paguem suas dívidas, e os que não possuem débitos devem priorizar aplicações financeiras - poupar hoje é a melhor solução para enfrentar a crise", indica. Sobre a queda no consumo, a docente reitera que o fato ocorreu em todas as classes sociais. "A tomada de consciência é fundamental na recessão e faz com que a sociedade mude o comportamento. Ademais, as medidas de curto prazo do governo têm impacto moderado, e reformas profundas levam mais tempo. A instabilidade política agrava a situação, prejudicando o movimento de agentes, com investimentos escassos e situação fiscal insustentável dos estados", resume Leila.

"O ideal é que as pessoas façam planejamentos a longo prazo e busquem compreender sua real situação, a fim de sofrer o menos possível, já que o cenário político-econômico brasileiro está longe do capítulo final", encerra a professora.


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