Indaiatuba

Jardim Morada do Sol comemora 37 anos

Atividades

O Jardim Morada do Sol completa 37 anos no dia 19. Para comemorar, o presidente da Câmara, Hélio Ribeiro (PSB), divulgou, como em todos os anos, uma série de atividades gratuitas, que marcam a festa de aniversário do bairro mais populoso de Indaiatuba.

As comemorações - que têm participação da Faculdade Max Planck e Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai) - prosseguem até o dia 28, com atividades esportivas, culturais e sociais, programadas para acontecer em vários pontos do bairro, fundado em 19 de março de 1980, por meio do decreto municipal 2.081.

Além das atividades, Ribeiro também fez um resgate da história oral dos moradores, com uma entrevista a dez pessoas que contam em que condições deixaram sua terra natal para morar numa cidade que a maioria desconhecia, num bairro que não tinha água, asfalto, energia elétrica, escola, posto de saúde ou creche. "O Morada do Sol é mesmo uma história à parte dentro do nosso município; uma história de superação, contada por todos aqueles que chegaram por aqui na década de 1980 e também por todos que já estavam, como comerciantes, líderes comunitários, religiosos e governantes, como Clain Ferrari, Flávio Tonin e Reinaldo Nogueira", comenta. "A nossa ideia é mostrar como essas pessoas foram recepcionadas, em que condições e como transformaram suas próprias histórias e, principalmente, a história de Indaiatuba", relata Hélio.

Com a ajuda da historiadora Eliana Belo, também assessora do vereador Alexandre Peres (SD), e da Fundação Pró-Memória, Hélio entrevistou pessoalmente os moradores. Acompanhado nesse projeto por Victor Hugo Bonequini, essas entrevistas são captadas em vídeo e enviadas à Fundação na íntegra, fazendo parte do acervo da instituição. Editadas, elas também podem ser conferidas numa página do Facebook, criada especialmente para isso, intitulada Resgate e Preservação da História do Jd. Morada do Sol.

"É incrível quando ouço as histórias do bairro, quando vem um morador e conta que, para trabalhar tinha que levar um sapato e uma calça numa sacola, porque afundava na lama do Córrego Barnabé e tinha que trocar de roupa para chegar decente ao trabalho; gente que lembra que os ônibus nem entravam no bairro e que a água era uma raridade; em poucos anos tudo isso ficou para trás, e é essa superação que queremos deixar registrado; é essa história de gente como eu e como você, que não via perspectiva e que encontrou uma forma de mudar a própria história, apenas se unindo a muitas outras que desejavam a mesma coisa; tudo isso não cansa de me emocionar", conta Hélio, que há oito anos cuida pessoalmente desses registros.


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