Indaiatuba

Páscoa deve seguir média de vendas de 2016

Economia

As vendas desta Páscoa deverão permanecer no mesmo patamar de 2016. Os dados são da pesquisa realizada pelo departamento de economia da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Para 48,5% dos supermercadistas, em 2017, as expectativas de vendas ficarão na média do ano anterior. As encomendas feitas pelos empresários tiveram redução nominal de 4,9%; contudo, se for levado em conta a deflação originada da variação média dos itens pesquisados, que foi de 3,1%, a redução real deverá chegar a 7,7%.

Sobre as encomendas de chocolate, o varejo se mantém cauteloso este ano, e faz apostas em mercadorias de menor valor agregado para atrair os consumidores. Entre os produtos da estação estão os bombons (caixas de 400 gramas, que correspondem a 4%), os chocolates em barra/tabletes (4%) e o bombom bola (2,1%).

Outras mercadorias tradicionais da Páscoa também tiveram redução na procura pelos consumidores: as vendas da colomba pascal caíram 5,2%; os importados ficaram negativos em 1,5% - principalmente o vinho estrangeiro (-0,3%) e o bacalhau (-0,2%).

O item mais tradicional da data, o ovo de Páscoa, registrou queda considerável de 9,8% (de 150 gramas até 500 gramas) na procura pelos consumidores; e para os de até 150 a queda nas vendas foi de 5,9%. O fato se confirma no varejo de Indaiatuba, em que um fabricante local declarou ter percebido retração de 40% na comercialização de seus ovos de Páscoa. Ele apontou a alta dos preços do produto como maior causa da retração.

Otimistas

O estudo aponta ainda que 12,1% dos empresários do setor estão otimistas e preveem aumento dos números em comparação à data no ano passado.

Em contrapartida, há comerciantes mais otimistas. O subgerente da Flaneg, Claudio Moreno, revela que a loja fez a compra da mesma quantidade de chocolate de 2016. "Nós adquirimos em torno de 10 toneladas de chocolate para fabricação. Como o preço dos ovos está muito alto, há consumidores das classes A e B que pretendem fazer ao invés de comprar", diz.

"Na loja, o quilo do chocolate fica entre R$ 25 e R$ 30, enquanto que no mercado um ovo de 120 gramas chega a custar R$ 47", ressalta Claudio, citando ainda o curso de ovo de Páscoa oferecido pela Flaneg. "As aulas, coordenadas por Dani Francisco, nossa consultora de culinária, começam hoje e seguem até o dia 28 de março. É necessário o pagamento de uma taxa que varia de R$ 10 a R$ 20 e que pode ser revertida em mercadorias. A aula dura até 2 horas e meia, com turma de até 30 alunos", complementa Claudio. Os interessados podem encontrar a programação do curso no site da loja: http://flaneg.com/cursos. 

Fornecedores

A pesquisa avaliou também a variação de preços dos produtos junto aos fabricantes, em comparação à Páscoa de 2016. Os resultados mostraram que, no grupo dos chocolates, a maior alta foi a da caixa de 400 gramas de bombons, com 4,4%; os chocolates em barra/tabletes vêm em seguida, com aumento de 4,1%; e o bombom bola, que está 3,7% mais caro.

Já os ovos de chocolate tiveram acréscimo de 3,4% no total; as unidades de 150 gramas até 500 gramas subiram 2,8%; e os ovos com mais de meio quilo tiveram aumento de 2%.

Os produtos secundários mais procurados na Páscoa também estão chegando com aumento nos supermercados. O bacalhau teve a menor variação (1,5%), seguido dos importados (2%); a colomba pascal aumentou 2,5%; os peixes 2,6%; os refrigerantes 3,1%; o vinho nacional subiu 3,3%, e o importado 3,2%; o azeite também aumentou 3,2% e a cerveja 3,7%.

A Abras salienta que, apesar de tudo, os reajustes ficaram abaixo da inflação, que foi de 5,35% no acumulado de doze meses em fevereiro. Por outro lado, houve aumento nas encomendas de outros tipos de produtos por parte dos varejistas. Entre os principais estão: cerveja (4,5%), azeite (3,4%), refrigerante (1,8%), peixes em geral (1%) e vinho nacional (0,6%).


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