Indaiatuba

Docentes do Estado não têm data para voltar

De acordo com o presidente da Sede Regional de Indaiatuba da Apeoesp, Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho, a paralisação dos professores estaduais pode se estender por mais dias, além da quarta-feira. "Estivemos em São Paulo para a assembleia, no dia 8 de março, e esta reiterou a paralisação marcada para o dia 15, em nível nacional. A paralisação pode se estender sim e a nossa proposta é que a greve continue", afirma o presidente.

Linho espera que cerca de mil professores devem aderir à greve na cidade. "Não tenho como afirmar que todos os professores irão parar no dia 15, mas esperamos um número expressivo. Acreditamos que terá paralisação em mais de 60% das escolas", diz.

Segundo a CNTE, no dia 15, será realizada nova assembleia na Praça da República, em São Paulo, que deliberará sobre a continuidade ou não da greve e próximos passos do movimento.

Reivindicações

Além dos professores protestarem contra a Reforma da Previdência, que acaba com o direito à aposentadoria especial dos trabalhadores, a classe reivindica por reajuste salarial de 21,23%, rumo à aplicação da Meta 17 do Plano Estadual de Educação (equiparação salarial com demais categorias com formação equivalente); contra a reforma do ensino médio; aplicação da jornada do piso; máximo 25 estudantes por classe em todos os níveis da educação básica; fim da violência nas escolas; convocação de todos os concursados como professor de educação básica (PEB) I e II; fim das faltas médicas e da perseguição nas perícias médicas; aumento do vale-alimentação e vale-transporte; assegurar em lei aos professores temporários direitos iguais aos efetivos.

"Somos contra o projeto da previdência que castiga principalmente as mulheres e professores. Além disso, em junho completam três anos que os professores estão sem nenhum reajuste salarial", declara Linho. "O que pedimos não é nem o aumento, mas o reajuste conforme a inflação; também queremos que se aplique a Meta 17 do Plano Nacional de Educação, aprovado em junho de 2014, que promete equiparar os salários dos professores as profissões que exigem nível superior. O piso do professor passaria a ser uma média dessas profissões na região", continua. "Temos um governo que não paga nem o piso salarial ao professor e a sociedade tem que acordar para isso. Não tem como os professores darem uma aula de alto nível, sendo que muitas vezes ganham menos do que seus alunos", ressalta.

Secretaria

A Secretaria da Educação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que mantém mesa de negociação aberta com os sindicatos. "Cabe ressaltar que na terça-feira já foi pago o salário com acréscimo de 10%, esse aumento será incorporado no salário de mais de 18 mil professores de educação básica I. Com isso, nenhum professor do Estado de São Paulo recebe menos que o piso nacional (R$ 2.298,80). O salário-base dos professores da rede estadual de ensino PEB II é R$ 2.415,89, ou seja, 5% superior ao piso nacional e acrescido de benefícios".


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