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Diferenças salariais ultrapassam os 60%

Recentemente, uma empresa de recolocação profissional divulgou que as mulheres recebem menos que os homens, e que as diferenças de salários ultrapassam os 60%. Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a disparidade entre os gêneros está presente também na renda da população, já que existe uma diferença de R$ 489 para menor nos salários das trabalhadoras.

A pesquisa do órgão revela que, entre as profissões, ainda há no Brasil mais médicos do que enfermeiros do sexo masculino, e que os cargos gerenciais, na maioria, são ocupados pelos homens. A análise dos especialistas considera que isso ocorre porque há várias empresas que acreditam que as mulheres não têm maior disponibilidade devido a terem parte de seu tempo absorvido pela família e a casa.

Mercado promissor

Se por um lado as mulheres ainda encontram espinhos na escalada do sucesso profissional em ambientes masculinizados, o setor de franquias abre cada vez mais espaço para o sucesso delas.

O estudo feito por uma empresa de pesquisas sobre o mercado de varejo e franquias no Brasil e América Latina, mostrou que as franquias administradas por mulheres rendem até 35% mais do que aquelas chefiadas pelos homens. As 62 mil mulheres à frente de franquias correspondem a 42% dos franqueados brasileiros.

De acordo com o levantamento, o bom desempenho das mulheres se deve a três atitudes: elas participam dos programas de treinamento, mostram disposição em aprender, e têm boa relação com os funcionários, o que evita a rotatividade de pessoas na equipe.

Abrir uma franquia é uma forma de conseguir independência profissional. Os segmentos com maior participação das mulheres são de beleza, alimentação e educação. A pesquisa também mostrou que o suporte na localização para estabelecer o negócio, a segurança e estabilidade para estar no mercado são fatores que inspiram maior confiança entre as franqueadas.


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