Indaiatuba

Contratações crescem 0,11% em fevereiro

Emprego

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou dados atualizados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o relatório, a evolução do emprego em Indaiatuba foi positiva em fevereiro, com variação de 0,11%.

No total, o mercado de trabalho em Indaiatuba, no mês passado, admitiu 2.179 e demitiu 2.107 pessoas. No ano, o resultado foi positivo em 0,28%, com 4.482 admissões e 4.292 demissões; porém, nos últimos 12 meses, a conta ainda fechou negativa, sendo 26.428 admissões contra 27.688 demissões (-1,81%).

Os setores de serviços e de agropecuária estiveram entre os que mais contrataram, sendo 1.025 novos trabalhadores para o primeiro e 33 para o segundo. Em números de demissões, ocorreram 765 em serviços e 12 na agropecuária, com variações de 1,13% e 3,43% respectivamente.

O setor com o menor número de admissões foi o extrativista mineral (apenas uma contratação) e duas demissões no mês passado (variação negativa de 2%). Em seguida, vem o segmento da construção civil, que teve 143 admissões e 233 dispensas (-1,79%). Os dois são seguidos pelos setores de serviços industriais de utilidade pública, que contou com oito contratações e 13 demissões (-0,57%); indústria de transformação, com 453 admissões e 558 dispensas (-0,43%) e o comércio, que contratou 516 e demitiu 524 pessoas.

O panorama do mercado de trabalho em janeiro também esteve na média. O estudo do Caged revelou que o setor de serviços liderou as admissões (921), contra 777 demissões (variação de 0,63%). No total, o primeiro mês do ano teve 2.284 contratações e 2.168 dispensas, uma variação de 0,17%, ligeiramente acima do resultado de fevereiro.

Construção civil

Apesar dos resultados positivos, os números do emprego na construção civil do município continuam em queda. É o que mostram os dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).Em Indaiatuba a queda foi de 376 postos de trabalho, em comparação ao mesmo período de 2016; a cidade encerrou janeiro com estoque de 5.888 trabalhadores formais. Em relação a janeiro do ano passado, percebeu-se queda de 6%. Já no comparativo do mês anterior (dezembro/2016), o déficit de vagas foi de 0,78%. A última variação positiva do índice foi em novembro, quando alta foi de 0,10% e estoque acumulado de 6.008 trabalhadores com carteira assinada.

A pesquisa realizada pelo Sindicato teve a parceria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e se baseou nas informações providas pelo MTE. Em comparação ao mesmo período do ano passado, oito cidades da região tiveram queda no número de vagas. A maior queda foi registrada em Campinas, com diminuição de 2.912 postos de trabalho, enquanto Limeira registrou a menor, foram 79 vagas a menos. Já em comparação com dezembro de 2016, a maior queda ficou com Indaiatuba, -0,78% e o maior crescimento com Paulínia, alta de 12,19%.

O diretor do SindusCon-SP (regional Campinas), Márcio Benvenutti, garante estar otimista, apesar dos números negativos do setor. "Os resultados são reflexos do momento de crise e desemprego. Ainda assim, no geral, os números são melhores do que os de 2016, comparando os meses de dezembro e novembro, por exemplo", comenta.

"Janeiro é um mês de contratações no setor de construção, porém, a reação ainda não foi ideal. Contudo, estamos otimistas com a melhora de alguns indicadores econômicos como a elevação da nota de crédito do Brasil pela agência Moody's", explica Benvenutti.


Fonte:


Notícias relevantes: