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Gás de cozinha fica mais caro a partir de hoje

Reajuste

A partir de hoje, os consumidores vão pagar mais caro pelo gás de cozinha. O anúncio veio da própria Petrobras, na última sexta-feira, informando que o reajuste no preço do botijão será de 9,8%.

O presidente do Sindicato das Distribuidoras de Gás (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, comentou que o aumento era inevitável, já que houve perdas referentes à inflação; e citou fatores como logística e mão de obra, além da tributação, que também pesam no cálculo do valor final.

Marcos Oliveira, proprietária do Vall Lanches, se surpreendeu assim que soube do reajuste. "O gás é nosso elemento essencial e, com o aumento no preço, seremos obrigados a repassar no custo dos produtos", comenta.

Ele revela também que a lanchonete utiliza oito cilindros (P-45) de gás por mês, o que totaliza um gasto aproximado de R$ 900. "Por conta da crise tivemos uma queda de 40% no movimento e a subida no preço do gás pode prejudicar as vendas", avalia Marcos.

O comerciante Júlio de Jesus Mota atua no ramo de alimentação, na Praça Dom Pedro e fala que não sabe se terá de reajustar os valores dos produtos. "Estou esperando o distribuidor vir aqui para ver qual preço será cobrado; nós utilizamos só um botijão por mês, para fazer tapioca e pão de queijo", acrescenta.

Rubem L. dos Santos explica que já utilizou gás em seu comércio durante 12 anos, e hoje adquire os salgados de um fornecedor. "Acho muito alto este aumento; vai prejudicar em cheio quem trabalha com alimentos. O salário aumenta menos de 5%, e aí você imagina um pai de família que tem duas ou três crianças, e usa dois botijões por mês, irá gastar mais de R$ 100 só com o gás", critica.

Pesquisa

Desde setembro de 2015, este foi o primeiro reajuste praticado pela Petrobras sobre o botijão. Normalmente, a petroleira aplica valores menores do que os do mercado internacional. Apesar do aumento, o Sindigás aponta uma diferença de aproximadamente 20%.A média de preço atual no município para retirada do botijão é de R$ 55; com o reajuste, o custo deverá ficar acima de R$ 60. Todavia, como o produto passa por distribuidoras e revendedoras antes de chegar aos consumidores, é possível que o custo seja ainda maior para a população. "O consumidor vai sentir o aumento do preço do botijão em curtíssimo prazo", declarou o presidente do Sindigás.

Segundo Junior Santana, funcionário de uma distribuidora de gás na região central, os consumidores não vão deixar de comprar, mas irão pesquisar mais. "As distribuidoras estão recebendo os botijões com o novo preço esta semana. Como a marca interfere no custo final aos consumidores, muitos irão certamente buscar valor menor", analisa.

Junior também explica que as vendas de gás têm picos sazonais, variando de acordo com a época. "Em dezembro, por exemplo, as vendas crescem bastante, porém, em janeiro, despencam. Daí, com a chegada do frio começam a engrenar novamente", completa.


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