Indaiatuba

Família acusa hospital de negligência no parto após morte de bebê

Denúncia

A morte de um recém-nascido gerou indignação em uma família do Jardim Paulista na manhã de quinta-feira, dia 23. A mãe alega que a equipe médica do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) agiu com negligência, e que, por isso, a criança veio a óbito.

Cleusa Albiero, 44 anos, mãe do bebê, contou à reportagem que havia passado pelo exame pré-natal no último dia 16. "Eu fui a última paciente e a médica pediu que fosse feito um ultrassom. No mesmo dia eu tive um sangramento, mas não sentia dor; fiquei preocupada porque minha gravidez era de risco por causa da idade", explicou.

Cleusa lembra que, no dia seguinte, ela amanheceu com uma leve dor, que foi aumentando com o passar do tempo. "Eu já estava com 39 semanas de gravidez e o bebê podia nascer a qualquer momento. Então, por volta do horário do almoço, quando a dor estava mais forte, fomos até o hospital. Chegando lá, foi feito exame do coraçãozinho do bebê e o exame de toque, e eles me disseram que eu estava com um dedo de dilatação, e que ainda não era hora da criança nascer", narrou, lembrando que cerca de uma hora depois de ser liberada pela médica, já em casa, a bolsa rompeu e o cordão umbilical foi expelido para fora. "Foi um colapso de cordão", esclareceu Cleusa. Os familiares, então, chamaram a ambulância e a gestante foi levada de volta ao hospital, onde foi realizada a cesárea. 

Processo

Francisca Fidelis da Silva, sogra de Cleusa, estava junto dela no hospital, na manhã de quinta, dia 23, à espera da liberação do corpo do bebê. "Perdi meu neto por causa do descaso da médica. Isso não poderia ter acontecido", lamentou.

Mário César Fidelis da Silva, pai do bebê, que recebeu o nome de Vítor Gabriel Fidelis Albiero, foi até a Delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência. Neste momento, a família do casal também estava no hospital dando apoio a Cleusa.

"Eles erraram em dizer que ela não estava em trabalho de parto; tanto é que, uma hora depois dela voltar do hospital, a bolsa rompeu", apontou João Fidelis, cunhado da mãe da criança.

O advogado Milton Souza Silva assumiu o caso ainda ontem, e disse à reportagem que foi lavrado B.O. por morte suspeita. "Quando Cleusa foi até a UPA, a médica a orientou para correr ao hospital, pois estava prestes a dar a luz", afirmou. "Há suspeitas de que o procedimento urgente tenha gerado problemas ao feto. Por isso, solicitamos um exame necroscópico, que será feito no [Instituto Médico Legal] IML de Campinas. O corpo da criança deve ser liberado hoje ou amanhã", completou o advogado.

Ele salientou que só o exame do IML irá comprovar a causa da morte do pequeno Vítor Gabriel. "Caso o laudo comprove que houve negligência, vamos acionar o hospital judicialmente; do contrário, todo o processo será cancelado", ressaltou Silva.


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