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Supermercados esperam aumento de 2% nas vendas

Páscoa

As vendas de Páscoa deste ano devem registrar crescimento de 2%, segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS). Complementando as expectativas do setor, espera-se um crescimento nominal de 12% na comercialização de chocolates.

A entidade aponta, porém, que o desempenho do varejo no mesmo período em 2015 e 2016 não foi dos melhores. Depois do Natal, a Páscoa é a melhor data para as vendas nos supermercados; mas, devido ao comprometimento da renda das famílias por conta da crise econômica, os consumidores mostram a tendência em procurar outras opções em lugar dos ovos de chocolate, entre elas caixas de bombons e barras.

"As pessoas costumam presentear familiares com ovos de Páscoa, contudo, após pesquisa de preços e considerando a disponibilidade da renda, a compra pode se tornar inviável", comenta o gerente de Economia e Pesquisa da Apas, Rodrigo Mariano.

Ele complementa dizendo que os fabricantes têm buscado estratégias e adequações para que a comercialização não fique prejudicada. Entre as táticas está a fabricação de ovos em tamanhos menores, com preços mais acessíveis. "Os custos do chocolate estão maiores e isso ocorreu por diversos fatores, tais como a alta do açúcar e do valor da mão de obra, além dos aumentos da energia elétrica e dos combustíveis, que impactaram diretamente nos custos de produção dos chocolates", justifica.

"Os supermercados costumam negociar exaustivamente com os fornecedores a fim de obter valores mais competitivos nos itens de Páscoa em geral, o que promove o crescimento das vendas", argumenta Mariano.

A assessoria da rede Sumerbol, por exemplo, destaca que, em 2017, as unidades oferecem um número menor de ovos de chocolate. Conforme a diretoria do supermercado, as "parreiras" (fileiras de ovos suspensos) de ovos estão menores, já que as vendas do ano passado não atingiram as expectativas.

Além dos chocolates, o setor supermercadista também observa o aumento na venda de produtos como pescados (em especial o bacalhau), vinhos e azeites. Outro destaque é a Colomba Pascal, considerado também um dos itens preferidos do consumidor nesta época do ano, conforme indica a APAS.

Altas

Um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que os chocolates em barra e os bombons subiram 14,6% em relação à Páscoa do ano passado. A mudança na fórmula de cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi o motivo principal para este cenário.

Por outro lado, a pesquisa indicou que a cesta de produtos e serviços (alimentos típicos e passagens aéreas) procurados na data teve inflação 4,6%, a menor variação desde 2008. Isso deve impulsionar as vendas em 1,3%, movimentando R$ 2,1 bilhões na semana da Páscoa.

Os comerciantes lembram também que ainda é cedo para contabilizar as vendas do período, já que os consumidores deixam as compras para a última semana antes da Páscoa. No entanto, o casal Bernadete e Moacir Sigrist, da Vila Areal, resolveu fazer diferente e se antecipar. "Estou levando as colombas para presentear as amigas e caixas de bombons para os filhos", revela. Em relação aos preços, ela afirma que, dentro das ofertas, está razoável. "Pelo que temos visto, dá para incluir os ovos também no carrinho", emenda Bernadete.


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