Indaiatuba

Haoc registra mais uma doação de órgãos

Procedimentos

Aconteceu no último final de semana mais uma doação de órgãos no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). Os familiares de uma paciente de 51 anos que havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) autorizaram a doação após o cumprimento dos protocolos que atestam a morte encefálica, constatada no dia 15, sábado.

A equipe de captação de órgãos da Unicamp foi acionada e o procedimento, que culminou na captação das córneas, rins e coração da paciente, ocorreu na madrugada de domingo, dia 16 de abril.

Esta foi a segunda captação de órgãos que ocorreu no Haoc neste ano. A primeira havia ocorrido no dia 14 de março, quando uma paciente de 54 anos também sofreu um AVC e sua família autorizou a doação.

No ano passado, apenas uma doação foi registrada, feita pela família de uma paciente de 56 anos. Dela, foram doados as córneas, os rins, o fígado e o pâncreas. Até o final de 2016, 52 pessoas estavam na fila aguardando transplante em Indaiatuba, segundo dados da Organização da Sociedade Civil (OSC) Gabriel. Na época, Valdir de Carvalho, responsável pela entidade, ressaltou a necessidade de maior conscientização sobre o tema: "Por isso eu chamo a atenção para a mudança de cultura, pois as cidades produzem pacientes, mas não potenciais doadores", disse.

Procedimentos

A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida.

A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer de duas maneiras: após a constatação de morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, ou em vida. No primeiro caso, o doador é capaz de salvar mais de vinte pessoas, podendo doar córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, pele, tendões e cartilagem. O doador em vida, por sua vez, deve ter mais de 21 anos e boas condições de saúde. A doação ocorre somente se o transplante não comprometer suas aptidões vitais. Rim, medula óssea e parte do fígado ou pulmão podem ser doados entre cônjuges ou parentes de até quarto grau com compatibilidade sanguínea. No caso de não familiares, a doação só acontece mediante autorização judicial.

Quem quiser se tornar um doador, a atitude mais importante é informar esse desejo aos familiares, uma vez que, após sua morte, eles decidirão sobre a doação. Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos e tecidos ao médico que atendeu o paciente ou à comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos do hospital.

Em Indaiatuba, OSC Gabriel tem o selo da Organização Parceira do Transplante, renovado pela terceira vez, pelo Ministério da Saúde, em reconhecimento à importância de seu trabalho na melhoria do processo de doações e transplantes no Brasil. Para mais informações e saber como ser um doador, entre em contato com a OSC Gabriel pelo telefone (19) 3801-2047, pelo site: www.gabriel.org.br, ou na sede, Rua dos Andradas, 969, Cidade Nova.


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