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Vigilantes protestam por salários atrasados

Os vigilantes patrimoniais de prédios públicos municipais amargaram mais um mês de atrasos nos salários e benefícios. Por isso, parte dos 52 terceirizados, que atuam no município pela ESC Fonsecass, se reuniu em frente ao Paço Municipal nesta semana. O movimento contou com o apoio do Sindivigilância de Campinas.

Cerca de 20 seguranças estiveram presentes na Prefeitura, na manhã da última quarta-feira, reivindicando um posicionamento do poder público a respeito da situação, que tem se tornado recorrente. "Desde o começo é assim, a gente sempre recebe o salário atrasado", comentou um dos profissionais, que preferiu não ter o nome divulgado.

"Teve algumas vezes que, por causa da falta de pagamento, alguns colegas não conseguiam nem ir trabalhar, já que não tinham dinheiro para o transporte. O problema é que as faltas eram ameaçadas com demissão", destacou outro segurança. "Isso sem contar os que têm aluguel para pagar e ficam numa situação muito difícil", desabafou.

Além da presença de uma das lideranças sindicais, um representante da ESC Fonsecass compareceu ao protesto dos vigilantes patrimoniais. Ele ouviu as reclamações dos trabalhadores e trouxe uma proposta de acordo da empresa terceirizada.

O diretor do Sindicato, Elson Lima, em entrevista à Tribuna, comentou que o gerente operacional da ESC apresentou o demonstrativo de todos os valores, confirmando as reivindicações dos funcionários. "Todas as pendências apontadas por eles estavam no demonstrativo, e a empresa se comprometeu a fazer os acertos devidos já no próximo mês", apontou.

Lima também confirmou, na tarde desta quinta-feira, que os salários e benefícios já haviam sido depositados na conta dos trabalhadores. "Os valores que deveriam ter sido pagos no início de abril foram transferidos agora e os próprios vigilantes informaram que o dinheiro estava disponível", completou o líder sindical.

Medo

"A única preocupação dos funcionários agora é de que o fato se repita no futuro, já que os atrasos nos pagamentos são frequentes", acrescentou Lima. Ele falou que conversou com o representante da terceirizada e este justificou a falta de verba como principal motivo para não pagar os trabalhadores na data. "Eles alegam atrasos nos pagamentos de faturas emitidas pela empresa, por isso não conseguem cumprir os prazos", relatou.


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