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Max Planck promove fórum de empregabilidade

No último sábado, a faculdade Max Planck promoveu o Fórum de Empregabilidade, no auditório do Paço Municipal. O evento abordou o empreendedorismo com sustentabilidade e a situação dos refugiados e integrou a programação de eventos da instituição, voltados ao aprimoramento de seus alunos.

Isabela Mazão, assessora de proteção do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), conhecido como a Agência da ONU para Refugiados, abriu o fórum, trazendo o tema Refúgio no Brasil e no Mundo. A convidada contou a história da fundação da agência, os desafios ao longo das décadas e a situação atual sobre os refugiados. "Uma em cada 113 pessoas do planeta tiveram que buscar refúgio ou foram forçadas a se deslocar em seu país - é uma taxa elevadíssima - e 50% desses milhares de refugiados são mulheres e crianças", revelou.

Ela também explicou que os conflitos na Síria, no Sudão do Sul, Iraque e Afeganistão são os maiores responsáveis pelos refugiados, que têm seus direitos violados e são obrigados a pedir proteção em outro lugar. "Muitos têm que sair sem planejamento, e perdem familiares e bens materiais. Ou seja, é um processo muito difícil, com muitos desafios", apontou.

De acordo com Mazão, o Brasil possui cerca de 10 mil refugiados de 80 nacionalidades diferentes. A Síria e o Congo são alguns dos países de origem, mais recentemente o país vem recebendo também venezuelanos. O maior desafio deles é com idioma e documentos, sendo a validação de diplomas e a comprovação de experiência profissional um grande desafio.

"Muitos saem correndo de suas casas que pegaram fogo ou fogem de perseguições, e nem sempre têm condições ou tempo de trazer os documentos. Na agência nós tentamos ajudar essas pessoas com a validação de diplomas, por exemplo. Os casos mais difíceis são os sem graduação, como um carpinteiro, pois é difícil comprovar sua experiência. Então, muitos têm que se reinventar, sair de suas áreas e começar uma nova jornada profissional também", acrescentou a palestrante.

Mazão alertou ainda os futuros profissionais de RH para ficarem atentos a situações deste tipo. "Todos podem ajudar, principalmente com informações. Afinal, são muitos talentos invisíveis que precisam de apoio para recomeçar", salientou.

Oportunidades

Na sequência, o empresário João Marques Fonseca, sócio fundador da Emdoc no Brasil, consultoria especializada na área de imigração, transferências de brasileiros para o exterior e relocation, falou sobre o tema Empreendedorismo com Sustentabilidade Representa Sucesso Profissional e Pessoal. Durante a exposição, ele buscou mostrar que, além de títulos universitários, mostrar o trabalho é o melhor caminho para a sustentabilidade. "O dinheiro é consequência. Se você faz o que você gosta, a remuneração vem naturalmente. Então, não façam nada por dinheiro, tenham prazer no que fazem", garantiu.

"Todo empreendedor tem que ter um olhar social, sem ser assistencialista. Olhe para o seu negócio como empresário, com estratégia e ganhos. Mas encontre um projeto social que melhor se encaixa com seu perfil e invista. Não é necessário ter dinheiro, às vezes o seu tempo vale muito", adicionou Fonseca.

Ele foi apresentado pelo Secretário de Governo, Renato Orlando Stochi. "A boa vontade é o que faz a diferença, e o João é um bom exemplo disso. Começou do zero, teve vontade imensa e hoje tem uma história de sucesso. Fico feliz em vê-los interessados no que está acontecendo no mundo. Não se esqueçam de sua origem e invistam no trabalho e na boa vontade", orientou.

Sobre o fórum, a professora e coordenadora do curso de RH da Max Planck, Carla Borges afirmou que foi uma conquista e motivo de orgulho. "Quem participou teve uma vivência enriquecedora, especialmente por se tratar de assuntos tão atuais", argumentou. "Além disso, os estudantes tiveram a oportunidade de colocar em prática conceitos como liderança e processo de gestão", finalizou.


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