Indaiatuba

Estado deve contratar 765 professores temporários

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin autorizou a contratação de 765 professores temporários para a rede paulista de ensino. O despacho foi publicado na edição de sábado, dia 27, do Diário Oficial do Estado. Para atendimento aos alunos dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) serão chamados 500 profissionais de educação básica I, por tempo determinado. Também serão chamados 265 professores de educação básica II, que lecionarão nos anos finais do Ensino Fundamental e nas três séries do Ensino Médio, segundo a Secretaria de Educação do Estado. Para Indaiatuba, a assessoria de imprensa da Secretaria informou que ainda não tem a informação se virão professores para a cidade.

A Secretaria da Educação também informou que a contratação de mais profissionais será para substituir professores efetivos que precisam se afastar por motivos de saúde e licença-maternidade, por exemplo. Serão investidos R$ 41 milhões nessas contratações.

À Tribuna conversou com o coordenador da subsede da Apeoesp de Indaiatuba e professor Carlos Alberto Rezende Lopes, o Linho, sobre a autorização de Alckmin. Linho ressaltou que esta não é a solução para o problema. "Temos conhecimento só do decreto, não da regulamentação", diz. "Esta é uma maneira primitiva de tentar de preencher as necessidades dos professores. Existem milhares de aulas que não foram atribuídas por falta de professores. Os 265 profissionais de educação básica II que serão contratados representam apenas dos professores que tem em Indaiatuba nesta mesma divisão", aponta Linho.

Em Indaiatuba, Linho conta que só na rede estadual o número de professores é maior do que o almejado para contratar, pelo governador. "Esses mais de 756 professores não vai alterar nada. O estado de São Paulo tem 645 municípios, não vai dar dois professores para cada município", comenta. "Sem dúvidas, a cidade precisa de mais professores. Tem várias disciplinas que não tem professores. Tem engenheiro dando aula de matemática, advogado dando aula de história e muitos professores que estão desempregados. Me pergunto, um professor pode assinar uma planta de engenheiro? Pode assinar a petição de um advogado? Não pode, mas qualquer profissão pode substituir um professor em sala de aula e isso não é o correto. Para essas contratações o ideal seria abrir um concurso público, mas classificatório e não eliminatório. Apenas contratar os professores da categoria não ira resolver, iria precarizar ainda mais", avalia.

(Silvia Bolivar)


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