Indaiatuba

Correios vão abrir concurso para vagas de segurança e medicina do trabalho

Os Correios confirmaram esta semana que irão abrir concurso para profissionais de níveis médio, técnico e superior. As vagas são para as áreas de segurança e medicina do trabalho, e os salários vão de
R$ 1.876 a R$ 4.903. A Empresa de Correios de Telégrafos (ECT), no entanto, informou que o edital ainda está em fase final de ajustes e não divulgou a data de publicação do documento.

Organizado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), o certame abrange o preenchimento de vagas para todas as unidades do Brasil, com exceção do estado do Mato Grosso, que terá as oportunidades descritas somente na publicação do edital. As oportunidades são para os cargos de níveis médio, técnico e superior, com vencimentos variáveis entre R$ 1.876,43 a R$ 4.903,05.

Já nos níveis técnico e médio, as vagas são para auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho, com salários que vão de R$ 1.876,43 a R$ 2.534, 14
respectivamente. Para o nível superior, a estatal irá abrir vagas para enfermeiro do trabalho, com renda de R$ 4.689,13; engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho - ambos com vencimento de R$ 4.903,05.

Para todos os profissionais, assim como ocorreu no último concurso da ECT, em 2011, a formação acadêmica de acordo com a função e o registro no respectivo órgão de classe serão requisitos imprescindíveis. Todas as contratações serão na modalidade do regime celetista.

Questionada sobre o número de vagas previstas para Indaiatuba, a estatal reiterou que esta informação, assim como a distribuição das oportunidades por localidade serão reveladas somente no edital, assim que este for publicado. Os Correios reforçaram que estão concluindo as providências finais, mas, que ainda não há como precisar a data de publicação do edital.

Crise

Há cerca de dois anos, a estatal havia previsto a realização de concurso para preencher duas mil vagas e cadastros de reserva para as funções de carteiro e operador de triagem e transbordo (OTT). Porém, a iniciativa foi suspensa devido ao cancelamento de concursos na esfera federal para garantir a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

No final de abril, os trabalhadores dos Correios promoveram uma greve que durou 13 dias, sem que a maioria de suas reivindicações fossem atendidas. De acordo com o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (Sintect), Charles Wulck, uma das principais lutas da classe é impedir a privatização da estatal.

Programa

A empresa destacou também que o concurso nada tem a ver com o Programa de Demissão Incentivada (PDI), implantado pelos Correios em janeiro deste ano. A seleção tem por objetivo repor o quadro de profissionais técnico-especializados da esta-
tal, em cumprimento às exigências da norma regulamentadora do Ministério do Trabalho. O documento estabelece, entre outros critérios, a exigência legal mínima de um quantitativo de cargos para compor o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) da empresa.

No final de janeiro, os Correios abriram o PDI aos seus funcionários. A medida abrange colaboradores administrativos e foi lançada com o objetivo de conseguir uma economia anual de
R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão.

Os funcionários da estatal em todo o país tiveram a chance de aderir até o dia 17 de fevereiro e a participação foi aberta para os colaboradores com tempo de serviço igual ou superior a 15 anos, e com idade igual ou maior que 55 anos.

De acordo com os Correios, o público elegível é de quase 17,7 mil empregados. No início da campanha, a estatal previa a adesão de aproximadamente 8,2 mil trabalhadores, já no estado de São Paulo, o total era de 1.440 empregados (5% do quadro de pessoal). Posteriormente, a estatal irá divulgar o número de colaboradores que aderiram ao PDI.


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