Indaiatuba

Preço de imóveis para venda tem queda de quase 20% na cidade

No mês de abril, o valor nominal do imóvel no Brasil teve queda de 0,37%, em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados são de pesquisa realizada por uma plataforma digital do mercado imobiliário, que também apontou redução de 8,56% no valor do aluguel no país.

"Aqui na cidade houve queda acentuada no valor de venda do imóvel, em torno dos 15% e 18%", revela Elísio dos Santos Café, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Indaiatuba. "Dependendo de alguns casos, como as casas mais antigas, a redução foi ainda maior. Aliás, estes foram os imóveis mais afetados pela queda relevante dos preços", acrescenta.

Em relação aos terrenos, Café diz que existem muitos disponíveis no município. "Há vários loteamentos que ainda não foram vendidos e o problema maior é o valor da entrada e o financiamento, que ainda está muito caro", aponta. "As pessoas até conseguem pagar as parcelas, mas estão com dificuldades de juntar o dinheiro da entrada", adiciona o corretor. "Posso dizer com certeza que os imóveis residenciais, comerciais, lotes e até as locações tiveram queda nos preços", ressalta Café.

Por outro lado, a queda acentuada nos valores imobiliários é um atrativo para os investidores. Para que possa conseguir bons negócios, o comprador deve ter um capital mínimo. "Antes de investir, a pessoa deve avaliar se o modelo de negócio do empreendimento está claro", orienta o administrador e incorporador imobiliário, Renato M. Rodrigues.

"Caso o investidor esteja interessado em um prédio residencial, ele deve considerar fatores como localização e demanda, e se for comercial é preciso analisar se o prédio está em uma região que vai absorver os novos imóveis", adiciona.

"Sem dúvida de que este é o melhor momento para aquisição de imóveis", destaca Renato. "Estamos diante de uma das maiores janelas de oportunidade do mercado imobiliário brasileiro, desde 1986. Houve muitas liquidações de estoque, já que as incorporadoras reduziram os lançamentos e mantiveram os estoques estáveis. Além disso, até 2023 haverá uma população crescente, de 30 a 40 anos, adentrando na faixa de compra do primeiro imóvel, o que alimenta o mercado, mesmo em época de crise", conclui o especialista.


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