Indaiatuba

Efeitos econômicos já afetam o sistema desde 2016

Há exatamente um ano, a Tribuna publicou dados da ANS que revelavam que os planos de saúde do município haviam perdido cerca quatro mil usuários. Já naquela época, a Agência apontou que o principal motivo era o desemprego, que automaticamente eliminava o acesso desses trabalhadores aos convênios médicos.

No último dia 29, o ministro Barros participou do 2º Congresso Jurídico da Abramge, em que foram discutidas a legislação, implicações para a saúde suplementar e segurança dos pacientes. No evento, Barros também comentou sobre a acessibilidade dos brasileiros à saúde pública.

"Sou franco, claro e aberto sobre as mudanças necessárias para melhorar o atendimento do SUS. É muito bom ter um espaço que permite troca de ideias para elaborar um melhor caminho para ampliar o acesso dos brasileiros à saúde", declarou.

Barros revelou ainda que, em sete anos, o Ministério destinou R$ 4,5 bilhões para atender a determinações judiciais para a compra de medicamentos, equipamentos, dietas, suplementos alimentares, cirurgias e internações, o que correspondeu ao impressionante incremento de 1010% entre os anos de 2010 e 2016.

Só no ano passado, o montante gasto foi de R$ 1,3 bilhão: 90% deste total foram referentes à aquisição dos medicamentos mais caros que atenderam às demandas judiciais (R$ 1,1 bilhão), entre os 790 itens comprados.

Em um ano de gestão, Barros destacou a realocação de R$ 3,2 bilhões para o custeio das atividades do SUS, e a habilitação de 5.959 serviços de saúde em todo o País, oferecendo maior contrapartida do governo para leitos de UTI e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). A medida beneficiou 1.122 municípios brasileiros.

Ao todo, foram investidos R$ 53,8 milhões para aquisição de 340 unidades móveis; e R$ 231,6 milhões foram destinados ao custeio anual das UPAs.

Alternativa

Pedro Ramos, diretor da Abramge, em entrevista concedida à rádio CBN, falou sobre a criação de um plano mais acessível à população, proposto pelo Ministério da Saúde, com novas opções para quem pretende ter um convênio médico que ofereça maior segurança no atendimento.

Ele salientou que antes de ser implantada, a inciativa depende ainda da análise técnica e operacional da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de posterior consulta pública.

Ramos disse que o desenvolvimento de planos populares poderá ampliar o acesso das pessoas aos serviços de saúde. "O plano acessível poderia ser uma alternativa não apenas para promover a volta dessas pessoas como também trazer aqueles que nunca tiveram acesso à assistência privada, mas sempre a desejaram", argumentou.

Três modelos de planos foram submetidos à análise do ministro Ricardo Barros, por meio de ofício. O diretor da Associação salientou ainda que não haverá qualquer mudança nos planos de saúde atuais, e que o momento é o de possibilitar a livre escolha às pessoas, de acordo com suas necessidades e condições.


Fonte:


Notícias relevantes: