Indaiatuba

Campinas tem aumento do emprego na construção civil

O município de Campinas conquistou, em abril deste ano, o melhor índice de emprego na construção civil. Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-
SP), no dia 13 de junho, e mostram ainda que a cidade se reergueu após uma sucessão de quedas consecutivas de vagas no setor.

A pesquisa do Sindicato teve a parceria da Fundação Getulio Vargas (FGV), e se apoiou nas informações do Ministério do Trabalho (MTb). Segundo o estudo, pelo segundo mês consecutivo, Campinas registrou alta de 1,66% e atingiu a melhor colocação entre as cidades atendidas pela regional campineira. O superávit corresponde a 305 novas contratações em comparação com março de 2017.

Na contramão, em comparação com o mesmo período, Indaiatuba registrou a maior queda com -1,61%, seguida por Limeira, que amargou -1,49%. Também comparada a abril de 2016, a variação de Campinas fica em -10,63%, com queda de 2.226 vagas. Atualmente, o estoque acumulado de trabalhadores na cidade é de 18.724 pessoas com carteira assinada.

Para Marcio Benvenutti, diretor regional do SinduCon-SP, a maior parte das cidades pesquisadas apresentaram índices em queda. "Vivemos a montanha russa política e os efeitos dela na nossa economia. Ainda assim, continuamos otimistas com relação a recuperação do setor e a melhora no índice de Campinas, que é referência na região, comprova isso", argumenta.

Estadual

No Estado, durante o mês de abril houve queda de 0,05% no emprego em relação ao mês anterior. O estoque de trabalhadores caiu de 684,8 mil para 684,4 mil em março (menos 368). Em 12 meses, são menos 90.430 trabalhadores no setor (-11,67%). Sem contar com a sazonalidade, houve redução de 0,96% (-6.596 mil vagas).

Na comparação entre abril e março houve queda nos segmentos obras de instalação (-1,23%) e incorporação de imóveis (-0,15%). Por outro lado, houve alta nos segmentos de preparação de terrenos (1,28%), imobiliário (0,38%) e de engenharia e arquitetura (0,31%).

Na capital, que responde por 43,19% do total de empregos no setor, a queda em abril, em relação ao mês anterior, foi de 0,23% (-680 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 13,98% (-48.038 vagas).

Ainda entre as regionais do SindusCon-SP, as maiores altas foram em São José dos Campos (1,04%) e Bauru (0,53%). Por outro lado, houve queda em Santos (-2,73%) e Presidente Prudente (-1,16%).

Perspectiva

O ritmo de queda do emprego na construção arrefeceu em abril, mas continuou em queda pelo 31º mês consecutivo. No Brasil, foram eliminadas 874 vagas, representando percentual negativo de 0,04% em relação a março. O estoque de trabalhadores no setor permaneceu na casa dos 2,47 milhões.

Na comparação com abril de 2016, houve decréscimo de 12,94%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões. Desconsiderando os efeitos sazonais, a redução foi de 0,90% em abril (-22.382 trabalhadores).

Apesar do ritmo do emprego na construção civil vir decaindo nos últimos três meses, o presidente do Sindicato, José Romeu Ferraz Neto, não aposta na reversão imediata dessa tendência. "Sem novos investimentos e com a confiança dos investidores e das famílias novamente retraída em função da crise política, a perspectiva é de continuação do declínio do nível de emprego no setor", lamenta.

O líder sindical reitera ser primordial a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária como chance de mudanças. "Se acontecerem, estas aprovações sinalizarão aos investidores que a política econômica de reequilíbrio das contas públicas e de estímulo à segurança jurídica nas relações trabalhistas segue firme, independentemente de quem esteja sentado na cadeira presidencial", argumenta José Romeu.


Fonte:


Notícias relevantes: